Presidente angolano visita França | Angola | DW | 28.05.2018

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Angola

Presidente angolano visita França

É a primeira visita oficial do Presidente João Lourenço a um país ocidental. Em Paris, chefe de Estado angolano deverá assinar acordos nos ramos da agricultura, defesa e formação de quadros.

O Presidente angolano, João Lourenço, está durante três dias em França, a convite do seu homólogo, Emmanuel Macron. Lourenço viaja acompanhado por mais de uma dezena de ministros e uma delegação de 20 empresários.

Macron recebe o Presidente angolano esta segunda-feira (28.05). Após o encontro, que inclui almoço, deverá haver uma conferência de imprensa conjunta.

O analista político angolano, Olívio Kalumbu, considera que esta visita espelha uma "nova visão da diplomacia económica".

"A França é uma potência militar e uma das potências económicas da União Europeia", diz. "Foi um dos países que, na sua tomada de posse, o Presidente João Lourenço evocou como sendo a sua prioridade no ponto de vista da diplomacia angolana. Julgo que agora só se vem formalizar aquilo que foi a sua posição aquando da tomada de posse."

Isto, depois de "muitos altos e baixos" na relação entre os dois países, acrescenta Kalumbu.

Angola publicita "reforma"

Nos anos 90, o processo "Angolagate" sobre a venda de armas a Angola, envolvendo várias figuras da elite francesa, afrouxou os laços entre os dois países. Mas as relações voltaram entretanto à normalidade, com o encerramento do caso pela Justiça francesa.

Em 2014, o ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, visitou França. Um ano depois foi a vez do então chefe de Estado francês François Hollande visitar Angola para reforçar a cooperação bilateral.

Agora, o novo Presidente angolano, João Lourenço, vai a Paris apresentar o seu programa de reforma para atrair mais investimento estrangeiro, refere o presidente da Associação Empresarial de Angola, Francisco Viana.

Angola - Präsident Hollande in Luanda

Visita de ex-Presidente francês, François Hollande (esq.), a Angola em julho de 2015

"Nós sabemos que o Governo angolano está a fazer um esforço no sentido de pagar algumas despesas que ainda estavam por pagar. Portanto, isto cria automaticamente um bom ambiente, um ambiente de esperança. Acreditamos, também, que o senhor Presidente da República de Angola, saberá apresentar à comunidade empresarial francesa e a França, no seu todo, o seu programa de reforma, já iniciado aqui em Angola e que irá fazer de Angola um país melhor para se viver e investir."

Em abril, o Parlamento angolano aprovou, na generalidade, uma proposta de lei para reduzir a burocracia e facilitar o investimento privado em Angola, abolindo, por exemplo, montantes mínimos de investimento ou a obrigação de um sócio angolano.

O combate à corrupção deve ser igualmente uma prioridade, sublinha o empresário Francisco Viana.

"O que tem falhado é exatamente o sistema que está implementado em Angola, em que uma boa parte das instituições não funciona", afirma. "As instituições de crédito, as instituições financeiras, não estão a conseguir a cumprir o seu papel. Há demasiada corrupção no sistema angolano, e o senhor Presidente da República já iniciou o combate ao tráfico de influência, inclusivamente à corrupção e peculato. É preciso que esse combate continue.”

João Lourenço termina a visita a França a 30 de maio. De 04 a 05 de junho viajará até à Bélgica, onde está prevista a assinatura de um acordo sobre a isenção recíproca de vistos em passaportes diplomáticos e de serviço, bem como sobre a facilitação de vistos para empresários.

Desde que assumiu a Presidência, João Lourenço já realizou visitas oficiais a vários países africanos, como a África do Sul, República Democrática do Congo, Zâmbia ou Namíbia.

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