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PolíticaPortugal

Portugal escolhe sucessor de Rebelo de Sousa

8 de fevereiro de 2026

Mais de 11 milhões de portugueses estão convocados às urnas para escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que não pode se candidatar à reeleição por ter cumprido dois mandatos consecutivos.

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Eleitor em Lisboa
Esta é a primeira vez, em quatro décadas, que Portugal realiza uma segunda volta para chefe de Estado. Nesta imagem, um eleitor em LisboaFoto: Pedro Nunes/REUTERS

Os candidatos na disputa são o socialista moderado António José Seguro, apontado como favorito, e o líder da ultradireita André Ventura, que concorrem para suceder o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita.

As urnas abriram às 8h para eleitores em Portugal e na diáspora e fecham às 19h (hora local), com as primeiras projeções das sondagens à boca das urnas a serem divulgadas cerca de uma hora após o encerramento da votação.

A afluência às urnas situava-se nos 45,50% até às 16h deste domingo, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, citado pelos média portugueses. Na primeira volta, em 18 de janeiro, a taxa de abstenção atingiu os 47,6%.

A campanha eleitoral foi fortemente impactada pelas tempestades e cheias que atingiram o país nas últimas duas semanas.

Antonio José Seguro e André Ventura
António José Seguro (esq.) e André Ventura (dir.) disputam a sucessão de Marcelo Rebelo de SousaFoto: Rodrigo Antunes/Pedro Nunes/REUTERS

"Votem, votem, votem"

Apesar do mau tempo, o ex-ministro socialista António José Seguro apelou à participação dos eleitores. "Votem, votem, votem", disse o candidato de esquerda neste domingo, após votar em Caldas da Rainha, cidade onde reside, a cerca de 90 quilómetros ao norte de Lisboa.

Já o candidato presidencial e líder da extrema direita, André Ventura, criticou a realização da votação neste domingo. Segundo ele, é "uma falta de respeito" convocar os eleitores após os estragos causados pelos temporais.

"Acredito que é uma falta de respeito enviar as pessoas para votar num dia como hoje, sobretudo tendo em conta o que aconteceu até ontem”, afirmou, referindo-se aos efeitos da tempestade Marta, que provocou novas inundações no sábado e causou a morte de um bombeiro em Portugal.

Eleitor vota em Caldas da Rainha
Eleitor vota em Caldas da RainhaFoto: Pedro Nunes/REUTERS

Na última quinta-feira, Ventura sugeriu a votação em nível nacional devido ao mau tempo, mas a Comissão Nacional de Eleições se apressou em lembrar que a legislação não permite isso em todo o país e que apenas os prefeitos de determinados municípios podem decidir sobre a questão em "circunstâncias excepcionais". 

Esta é a primeira vez, em 40 anos, que Portugal realiza uma segunda volta para eleger o chefe de Estado. Neste domingo, 36.852 eleitores não poderão exercer o direito de voto em localidades que decidiram adiar o pleito em uma semana, para 15 de fevereiro. É o caso de Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã, fortemente afetadas pelas inundações.

Também foi decidido adiar a votação em algumas seções eleitorais de Santarém, Rio Maior, Leiria, Cartaxo e Salvaterra de Magos.

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