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Nigéria: Líderes da CEDEAO reúnem-se após série de golpes

14 de dezembro de 2025

Líderes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reuniram-se hoje em Abuja, na Nigéria, onde a situação política da Guiné-Bissau e do Benim estiveram no topo da agenda.

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Cimeira da CEDEAO na Nigéria
Líderes da CEDEAO reuniram-se na Nigéria num contexto de agravamento da insegurança na África Ocidental Foto: Light Oriye Tamunotonye/AFP/Getty Images

Os chefes de Estado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reuniram-se este domingo (14.12), em Abuja, na Nigéria, para uma reunião regional cuja agenda foi dominada pela situação política na Guiné-Bissau e no Benim.

Um golpe de Estado bem-sucedido na Guiné-Bissau , a 26 de novembro, e uma tentativa frustrada de tomada do poder pelos militares no Benim, há uma semana, abalaram o bloco regional CEDEAO.

O bloco já havia sido atingido por uma série de golpes entre 2020 e 2023 no Burkina Faso, Guiné Conacri, Mali e Níger — todos ainda sob o controle de juntas militares.

“Os eventos das últimas semanas mostraram em termos concretos o que significa a solidariedade regional”, disse o presidente da comissão da CEDEAO, Alieu Touray, na cerimónia de abertura da 68.ª cimeira de chefes de Estado do bloco.

A cimeira, realizada numa sala de conferências no bucólico e altamente seguro campus que rodeia a residência presidencial em Aso Rock, foi organizada antes das duas recentes tentativas de golpe de Estado, mas estas estão no topo da agenda.

Medidas de liberalização do comércio e a "atualização sobre o processo de transição" na Guiné-Bissau estiveram em cima da mesa. 

Também na lista de prioridades está a segurança no Sahel, onde grupos jihadistas estão a atuar no Burkina Faso, Mali e Níger.

"Nenhuma fronteira nos pode proteger da violência", afirmou no domingo o presidente da Serra Leoa, Julius Bio, que ocupa atualmente a presidência rotativa da CEDEAO.

O presidente nigeriano Bola Tinubu não esteve presente, tendo sido representado pelo vice-presidente Kashim Shettima.

Além dos golpes militares, o retrocesso democrático também tem afetado os Governos civis na África Ocidental.

Em outubro, a Costa do Marfim elegeu o presidente Alassane Ouattara para um quarto mandato numa eleição em que os seus rivais foram impedidos de concorrer.

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