Julgamento de Jacob Zuma adiado para fevereiro de 2021 | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 08.12.2020

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Internacional

Julgamento de Jacob Zuma adiado para fevereiro de 2021

O julgamento por corrupção do ex-Presidente da África do Sul Jacob Zuma, acusado num caso de suborno milionário desde 2005, foi hoje adiado para 23 fevereiro de 2021, anunciou juíza sul-africana.

"O caso é adiado provisoriamente para 23 de fevereiro de 2021 para a resolução das questões pendentes sobre os procedimentos de preparação do julgamento", disse a juíza Nompumelelo Radebe.

Entre as "questões pendentes" destaca-se a sentença de uma aplicação judicial da empresa de armamento francesa Thales ouvida pelo tribunal em 26 de outubro 2020, referiu.

No processo penal a decorrer em Pietermaritzburg, litoral do país, Jacob Zuma enfrenta várias acusações por envolvimento em operações, supostamente fraudulentas, a favor de um contrato público de aquisição de armamento com o grupo francês Thales de mais dois mil milhões de dólares, em 1999.

Além de 16 crimes de associação ilícita, fraude, corrupção e  lavagem de dinheiro, Jacob Zuma é também acusado de ter alegadamente recebido 783 transações financeiras ilícitas.

Zuma fala em "caça às bruxas"

Jacob Zuma negou sempre todas as acusações, que foram retiradas ao ser nomeado chefe de Estado em 2009, afirmando ser uma "caça às bruxas" política do partido no poder, na altura liderado pelo Presidente Thabo Mbeki, que governou entre 1999 e 2008.

O programa de aquisição militar sul-africano no final da década de 1990 envolveu a compra de armamento e equipamento militar pelo Governo do Congresso Nacional Africano, liderado por Nelson Mandela, em 1999, no valor de 30 mil milhões de rands (cinco mil milhões de dólares em 1999, cerca de 1,5 mil milhões de euros ao câmbio atual).

A aquisição de armamento, popularmente conhecida por "Acordo de Armas", envolveu várias empresas europeias da Alemanha, Itália, Suécia, Reino Unido e França, além da África do Sul.

Assistir ao vídeo 03:20

Quem é o novo Presidente da África do Sul?