Governo neutraliza membros de grupos armados em Cabo Delgado | Moçambique | DW | 23.10.2019

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Governo neutraliza membros de grupos armados em Cabo Delgado

O Ministério da Defesa de Moçambique anunciou terça-feira um novo ataque de artilharia contra grupos armados que têm atacado na província de Cabo Delgado, no norte do país, conseguindo a neutralização de vários membros.

As forças de defesa e segurança dispararam contra um "refúgio dos malfeitores" na região de Miangalewa, distrito de Muidumbe, lê-se em comunicado. Durante a operação, vários membros "foram neutralizados".

 "As operações prosseguem e as forças de defesa e segurança continuam em perseguição aos insurgentes que se encontram fugitivos", acrescenta o documento, que não avança o número de pessoas detidas na operação.

Esta é a terceira investida da artilharia moçambicana divulgada pelo Ministério da Defesa este mês, no âmbito daquilo que intitula como Plano Operacional no Teatro Operacional Norte.

O Governo moçambicano passou a divulgar ações de combate no norte de Moçambique, após dois anos de violência armada em que as autoridades se têm remetido quase sempre ao silêncio.

Ataques desde 2017

A região de Cabo Delgado é afetada desde outubro de 2017 por ataques armados levados a cabo por grupos criados em mesquitas da região e que eclodiram em Mocímboa da Praia.

Como consequência já terão morrido, pelo menos, 250 pessoas, quase todas em aldeias isoladas e durante confrontos no mato, mas, nalgumas ocasiões, a violência atingiu transportes na principal estrada asfaltada da região, bem como a área dos megaprojetos de exploração de gás, onde há várias empresas subempreiteiras portuguesas.

Desde junho que o grupo 'jihadista' Estado Islâmico tem reivindicado alguns dos ataques, mas autoridades e analistas ouvidos pela Lusa têm considerado pouco credível que haja um envolvimento genuíno do grupo terrorista que vá além de algum contacto com elementos no terreno.

Leia mais