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MigraçãoGana

Gana vai acolher migrantes deportados dos Estados Unidos

18 de setembro de 2025

Governo do Gana anunciou que vai receber mais 40 migrantes deportados dos EUA, após a chegada de 14 cidadãos da África Ocidental. A expulsão de pessoas para países terceiros é uma das medidas principais de Donald Trump.

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Presidente do Gana, John Mahama
Presidente do Gana, John MahamaFoto: Ghana Presidency/Handout/AP Photo/picture alliance

Na semana passada, o Presidente do Gana, John Mahama, disse que havia chegado a um acordo com Washington para aceitar cidadãos de países terceiros expulsos dos Estados Unidos, originários da África Ocidental, referindo que o país já havia recebido 14 pessoas deportadas.

A expulsão de pessoas para países terceiros - nos quais muitas vezes nunca viveram - é uma das medidas principais do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra a imigração clandestina, com centenas de expulsões já realizadas para o Panamá, El Salvador e Sudão do Sul.

"Posso dizer que esperamos mais 40 nos próximos dias", disse, quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana, Okudzeto Ablakwa, referindo que o país aceita os “compatriotas da África Ocidental por razões humanitárias e de solidariedade pan-africana” , mas que o país não aceitaria "criminosos".

Segundo Ablakwa, os deportados, que são examinados antes da chegada, poderão permanecer temporariamente no Gana ou retornar para o seu país de origem.

As 14 pessoas que já chegaram ao Gana, vindas da Nigéria, Togo, Mali, Gâmbia e Libéria, "indicaram que querem retornar ao seu país de origem", disse o ministro.

As autoridades ganenses afirmaram na semana passada que essas pessoas já haviam retornado aos seus países, uma alegação que os seus advogados contestam.

O escritório de advocacia Asian Americans Advancing Justice, o escritório Grossman Young & Hammond e a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) entraram com uma ação judicial contra o Governo dos EUA na passada sexta-feira.

Esta queixa "contesta a expulsão ilegal pelo Governo americano de cinco imigrantes nigerianos e gambianos para o Gana, um país com o qual não têm nenhum vínculo", explicaram as organizações num comunicado publicado na terça-feira.

"Cada um deles havia obtido proteção contra a expulsão por parte de juízes americanos especializados em imigração, que determinaram que corriam o risco de serem perseguidos ou torturados se fossem enviados de volta ao seu país de origem", acrescentaram.

De acordo com os advogados, cinco das 14 pessoas deportadas para o Gana ainda estavam detidas na noite de segunda-feira "num acampamento militar cercado por guardas armados" perto de Acra.

Três dos deportados falaram à agência de notícias Associated Press (AP) na quarta-feira sobre as "terríveis" condições em que estão detidos no campo militar de Bundase, nos arredores de Acra. Disseram que os 11 deportados ainda no país incluem quatro nigerianos, três togoleses, dois provenientes do Mali, um da Gâmbia e um da Libéria.

Pelo menos um dos 14 regressou à Gâmbia, o seu país de origem, de acordo com o advogado e documentos judiciais dos EUA. Acredita-se que outros dois tenham sido enviados para o seu país de origem, a Nigéria. Estes três terão sido separados do resto do grupo ao chegarem ao aeroporto de Acra.

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