Gâmbia anuncia moratória para pena de morte | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 19.02.2018
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Internacional

Gâmbia anuncia moratória para pena de morte

O Presidente da Gâmbia, Adama Barrow, anunciou domingo uma moratória para a pena de morte, mais de cinco anos após a execução de nove pessoas detidas pelo regime de Yahya Jammeh. Um primeiro passo para a abolição?

Em setembro de 2017, na ONU, Barrow comprometeu-se a abolir a pena de morte no país

Em setembro de 2017, na ONU, Barrow comprometeu-se a abolir a pena de morte no país

"Vou aproveitar esta ocasião para anunciar uma moratória sobre o uso da pena de morte na Gâmbia, um primeiro passo para a sua abolição", afirmou Adama Barrow, no discurso no 53.º aniversário da independência do país.

Em setembro de 2017, Adama Barrow comprometeu-se perante as Nações Unidas a abolir a pena de morte no país, assinando cinco tratados à margem da assembleia-geral da ONU, entre os quais um que prevê a sua abolição.

"Isto abolirá o medo e garantirá o estado de direito, de modo a que os cidadãos possam expressar os seus diretos civis e políticos", disse na ocasião o chefe de Estado.

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Exclusivo: Presidente gambiano responde a críticas

Uma "nova Gâmbia"

No domingo (18.02), Adama Barrow referiu que o país derrotou a ditadura, mas "manter a paz para fortalecer" a democracia continua a ser o maior desafio do país.

"Isso requer paciência, tolerância e os erros são inevitáveis, mas nós os corrigiremos à medida que aperfeiçoamos a nova Gâmbia", declarou.

O Presidente Barrow chegou ao poder ao ganhar as eleições de dezembro de 2016, pondo fim aos 22 anos de presidência de Yahya Jammeh, antigo militar.

Em agosto de 2012, Jammeh mandou fuzilar nove detidos, incluindo dois senegaleses, originando uma vaga de protestos no mundo, sobretudo no Senegal.

O ex-Presidente da Gâmbia recusou-se a reconhecer a eleição de Adama Barrow, mas acabou por deixar o cargo e o país em janeiro seguinte, após uma intervenção militar da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e de pressões diplomáticas.

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