Covid-19: Angola volta a proibir acesso às praias e exige certificado de vacinas | NOTÍCIAS | DW | 30.09.2021

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

NOTÍCIAS

Covid-19: Angola volta a proibir acesso às praias e exige certificado de vacinas

O Governo angolano voltou a interditar o acesso às praias e piscinas públicas, sendo obrigatória a apresentação do certificado de vacinas para aceder a locais públicos, incluindo restaurantes e instituições públicas.

O Governo de Angola voltou a proibir o acesso às praias e piscinas públicas, sendo obrigatória a apresentação do certificado de vacinas para aceder a locais públicos, nomeadamente restaurantes e instituições públicas, entre outros. 

Segundo o ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Francisco Furtado, que apresentou esta quinta-feira (30.09) em Luanda novas medidas preventivas de controlo da pandemia, a vigorar em outubro, "a curva epidémica da Covid-19 mostra um aumento significativo preocupante de casos positivos durante o mês de setembro, com uma taxa de crescimento de cerca de 13%".

O também coordenador da Comissão Multissetorial de Combate e Prevenção da Covid-19 em Angola disse que a taxa de transmissão tende a crescer, particularmente nas províncias de Luanda, Huambo, Benguela e Huíla.

"De igual modo a taxa de mortalidade é crescente nestas províncias com tendência de alastrar-se para outras províncias do país", afirmou, realçando que a alteração do quadro epidemiológico do país foi influenciada pelo relaxamento das medidas, agravada pela circulação de variantes altamente transmissíveis e perigosas.

O processo de vacinação prossegue em todo o país, salientou Francisco Furtado, mas requer mais esforços e maior promoção para se alcançar a imunidade de grupo até ao final deste ano.

Assistir ao vídeo 03:12

Covid-19: Sem transportes não há distanciamento

Passar "a mensagem da importância da vacinação"

Na apresentação do novo decreto presidencial, que começa a vigorar a partir desta sexta-feira e mantém a situação de calamidade pública, o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, disse que a partir de 15 de outubro é obrigatório a apresentação do certificado de vacinação para funcionários públicos no geral, para acesso a restaurantes, estabelecimentos de ensino, reuniões e atividades em espaços fechados, atividades recreativas em geral.

Nesse sentido, a partir de 15 de outubro, as autoridades sanitárias recomendam a vacinação para todos os cidadãos, exceto menores de 18 anos, com destaque para certos grupos profissionais, nomeadamente funcionários públicos em geral, todos os que prestam serviço diretamente ao público (motoristas, taxistas e moto-taxistas, bem como outros que têm contacto com terceiros).

"A partir do dia 15 de outubro o certificado de vacinação passa a ser condição de acesso a vários serviços", disse Adão de Almeida, acrescentando que em alternativa pode ser apresentado o teste negativo de Covid-19, com validade para apenas uma semana.

De acordo com Adão de Almeida, o objetivo principal é "reforçar, acelerar e transmitir uma mensagem cada vez mais presente aos cidadãos da importância da vacinação".

Francisco Furtado considerou que o relaxamento das medidas levou a que um número significativo de cidadãos deixasse de fazer uso das máscaras e de cumprir as medidas de higienização frequentes. O abrandamento das medidas punitivas de controlo por parte das forças da ordem também tem influenciado o atual quadro epidemiológico do país, considerou Francisco Furtado.

Assistir ao vídeo 00:33

"É chocante a disparidade", diz João Lourenço na ONU

Leia mais