Covid-19: Alemanha prolonga medidas de contenção até maio | NOTÍCIAS | DW | 15.04.2020

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NOTÍCIAS

Covid-19: Alemanha prolonga medidas de contenção até maio

Distanciamento continua, mas chanceler Angela Merkel anunciou os primeiros passos para aliviar as restrições contra a Covid-19, com cautela. Algumas lojas podem abrir, as escolas continuam fechadas até 3 de maio.

É provável que o número de recuperados de Covid-19 na Alemanha seja agora superior ao número de infetados, segundo informações divulgadas pelo Instituto Robert Koch (RKI) desde segunda-feira (13.04). Mas esse dado não é suficiente para que o Executivo alemão vacile no plano de combate ao novo coronavírus, em vigor desde 22 de março.

No dia em que as mortes da doença na Alemanha subiram para mais de 3.500, Angela Merkel aprovou a renovação das principais medidas de contenção, pelo menos, até 3 de maio. Apesar de ter levantado algumas restrições, a chanceler alemã disse que é preciso "prosseguir com cautela extrema" e alertou que o país atingiu um "sucesso parcial e frágil” contra o surto do novo coronavírus. Apontou, contudo, que o sistema de saúde ainda não está sobrecarregado.

A comunicação das novas medidas de contenção foi feita esta quarta-feira (15.04) após um encontro com os chefes dos 16 Estados federados onde foi discutido o último relatório elaborado pelo chamado comité corona.

Merkel aproveitou para agradecer aos cidadãos por terem alterado as suas vidas, desistindo dos contatos sociais, como forma de ajudar o próximo.

O que muda?

Apesar de não ser uma imposição como na vizinha Áustria, o Governo alemão "recomendará fortemente" o uso de máscaras nas compras de supermercado ou nos transportes públicos. "Precisamos de entender que temos de viver com o vírus enquanto não houver medicação ou vacina", disse a chanceler Merkel.

Espaços comerciais até 800 metros quadrados podem reabrir assim que tiverem "planos para manter a higiene". O controlo higiénico e outros procedimentos, como a gestão de entradas nestas lojas, deverão ser controlados por cada região.

Festivais e outros eventos públicos, como jogos de futebol, estão banidos até ao final de agosto para evitar possíveis transmissões em massa do vírus. Celebrações religiosas em igrejas, sinagogas ou mesquitas continuam proibidas até indicação contrária.

As medidas de contenção vão ser revistas a cada duas ou três semanas, tornando-se mais flexíveis consoante as taxas de infecção, explicou Merkel. 

As escolas e os jardins-de-infância permanecem fechados até 3 de maio. A partir de segunda-feira, 4 de maio, a reabertura dos espaços de ensino deve ser parcial. Os ministros da educação e da cultura têm até 29 de abril para apresentar um plano que deverá incluir também as medidas de higiene e proteção a adotar. 

Deverá ser dada prioridade aos alunos com exames finais neste e no próximo ano letivo e do último ano da escola primária. 

Restrições que se mantêm

Estão proibidas as saídas ou reuniões com mais de duas pessoas, a menos que sejam membros da mesma casa. A distância social recomendada continua a ser de um metro e meio.

No documento apresentado pelo comité corona consta que espaços como restaurantes e bares devem permanecer fechados e que os hotéis devem permanecer abertos, tal como até agora, "apenas para atividades não turísticas consideradas essenciais".

Mantém-se o controlo nas fronteiras terrestres da Alemanha na zona de livre circulação de Schengen, que inclui Áustria, França, Luxemburgo, Dinamarca e Suíça. Não há controlo nas fronteiras com a Bélgica e a Holanda, apenas uma intensificação da vigilância em certas áreas, segundo o documento apresentado esta quarta-feira (15.04).

Consequências económicos

Na semana passada (08.04), o Ministério da Economia alemão disse que a pandemia de Covid-19 mergulhou a potência europeia numa recessão que durará até meio do ano.

"A procura global em queda, a interrupção das cadeias de abastecimento, as mudanças no comportamento dos consumidores e a incerteza entre os investidores" já se fizeram sentir, garante o Ministério da Economia.

Para amortecer parte deste golpe económico, Berlim aprovou um pacote de resgate no valor de 1,1 trilhão de euros de apoio a empresas. O governo federal facilitou ainda o acesso e um esquema de complemento aos salários dos trabalhadores se o empregador reduzir as horas.

Berlim estima que 2,1 milhões de trabalhadores terão de recorrer ao apoio, muito mais do que os 1,4 milhões de pessoas que fizeram durante a crise financeira de 2008-9.

Assistir ao vídeo 01:19

Um hospital alemão lida com a Covid-19  

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