Ciclone Gombe: Sobreviventes equilibram-se entre escombros | Moçambique | DW | 13.03.2022

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Moçambique

Ciclone Gombe: Sobreviventes equilibram-se entre escombros

O número de mortes com a passagem do ciclone Gombe pelo norte de Moçambique subiu para 12, de acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Desastres. OIM estima 115 mil afetados nas províncias de Nampula e Zambézia.

O número deverá aumentar nos próximos dias, à medida que for possível fazer o levantamento dos danos causados nos distritos costeiros da província de Nampula mais severamente atingidos e que continuam incessíveis, tais como Mogincual e Liúpo - dois dos que continuam sem comunicações nem energia na província de Nampula.

Várias pessoas tentavam este domingo (13.03) equilibrar-se nos escombros de pontes para tentar atravessar rios naquela região.

Adultos e crianças estenderam troncos sob o rio Buenge para ligar o que resta da ponte à estrada Monapo - Mogincual.

Casas derrubadas

Mais à frente, num pequena passagem sobre o rio Anphawane, a população ajudava a passar motos de uma margem para a outra, rolando sobre escombros inclinados da ponte.

Em todas as aldeias há casas de construção tradicional (argila e caniço) derrubadas.

Apesar de o ciclone ter perdido intensidade e de ser ter transformado numa depressão, continua a provocar chuva intensa e mantém-se o alerta para uma possível subida de caudal dos rios do norte e centro de Moçambique, nomeadamente o rio Licungo.

Mosambik | Schäden durch Tropensturm Gombe

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115.000 afetados

A Organização Internacional das Migrações (OIM) estima que haja 115 mil pessoas afetadas pelo ciclone Gombe nas províncias de Nampula e Zambézia.

Cerca de 60% da população atingida serão crianças, refere aquela agência das Nações Unidas. Segundo a OIM, seis centros de acomodação já foram ativados em Nampula.

"O que mais nos preocupa é não sabermos qual a situação da população dos distritos de Mogincual e Liúpo, que estão ali no meio, sitiados, praticamente", disse aos jornalistas o governador da província de Nampula, Manuel Rodrigues.

O dirigente liderou uma comitiva que tentou chegar aos dois distritos que sofreram o impacto direto quando o ciclone chegou a terra, na madrugada de sexta-feira, mas as duas vias de acesso que tentaram utilizar, ambas em terra batida, estão intransitáveis.

A tempestade Gombe atingiu Moçambique três anos depois de os ciclones Idai e Kenneth terem fustigado, respetivamente, as regiões centro e norte do país naquela que foi uma das mais severas épocas chuvosas de que há memória.

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