Angola: Pais com medo de vacinar crianças contra a Covid-19 | Angola | DW | 11.01.2022

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Angola

Angola: Pais com medo de vacinar crianças contra a Covid-19

Em Angola, na província do Moxico, muitos pais recusam-se a vacinar os filhos contra a Covid-19. Isto deve-se ao medo dos possíveis efeitos secundários da vacina, apesar de especialistas garantirem que é segura.

Há muitos pais que temem levar os filhos maiores de 12 anos ao posto de vacinação contra a Covid-19. Rosa Lola, cozinheira, teme possíveis efeitos secundários da vacina, não querendo que o seu filho seja vacinado devido aos "prejuízos que a vacina pode vir a causar nele".

Rosa Lola teme que a vacina cause uma "baixa imunidade" no seu filho, tal como uma diminuição na sua "perceção ou inteligência", entre outros efeitos.

OMS diz que "vacina é segura"

A Organização Mundial de Saúde (OMS) garante que a vacina contra a Covid-19 é segura. Antes de ser validada, passa por testes cínicos "rigorosos". O epidemiologista João Baptista explica que "existem parâmetros para se ter em conta, desde a questão da fabricação da vacina até aos testes laboratoriais".

Estes parâmetros correspondem a três fases: a fase de fabricação, da experimentação e dos efeitos colaterais.

Angola | Impfung gegen Covid-19

Bengo, profissional de saúde administra uma vacina

Segundo a OMS, quem toma a vacina, pode experienciar alguns efeitos secundários como cansaço, febre ou dores musculares. Mas efeitos mais sérios, de longo prazo, são "extremamente raros", garante a organização.

Medo persiste

Ainda assim, Conceição Sita, empregada doméstica, recusa-se a levar os filhos ao posto de vacinação. "Muita gente está a queixar-se da vacina. Não quero que os meus filhos a tomem, porque amanhã posso não ter filhos", afirma.

Para a diretora provincial da Saúde, Juliana Gomes, estas são as informações falsas que devem ser combatidas. "O que está a circular é que a vacina vai provocar infertilidade nas mulheres, o que é puramente mentira. Conhecemos pessoas que engravidaram depois de tomar a vacina", sublinha.

A responsável pede a todos que tenham dúvidas sobre a vacina para falar com os especialistas em saúde.

Juliana Gomes sublinha que avacina é crucial no combate à pandemia da Covid-19. E renova o apelo: "Vão às unidades sanitárias e aos postos de vacinação para poderem ser vacinados".

Na província do Moxico, mais de 200 mil pessoas receberam pelo menos uma dose da vacinacontra a Covid-19, das 458 mil previstas pelas autoridades sanitárias. Quase 3 mil crianças já foram inoculadas.

Assistir ao vídeo 00:33

"É chocante a disparidade", diz João Lourenço na ONU

Leia mais