Snowden obtém autorização de residência permanente na Rússia | Notícias internacionais e análises | DW | 23.10.2020

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Mundo

Snowden obtém autorização de residência permanente na Rússia

Ex-analista da NSA vive asilado na Rússia desde 2013, quando causou terremoto político ao revelar práticas ilegais de espionagem do serviço secreto dos Estados Unidos.

Snowden, vestindo camisa preta e paletó preto, sentando em um sofá estampado. Ele usa óculos e tem o semblante sério

Snowden não planeja, no momento, pedir a cidadania russa, diz advogado

A Rússia concedeu nesta quinta-feira (22/10) uma autorização de residência permanente a Edward Snowden, ex-analista da Agência de Segurança Nacional americana (NSA) acusado pelo governo dos Estados Unidos de infringir a lei de espionagem.

Snowden vive na Rússia desde 2013, após divulgar para a imprensa práticas ilegais de espionagem da NSA em redes de internet e telefonia, incluindo de líderes internacionais.

O advogado de Snowden, Anatoly Kucherena, disse que seu cliente foi beneficiado por mudanças na legislação de imigração russa aprovadas em 2019, e que, no momento, ele não pretende dar entrada em um processo para obter a cidadania russa.

Kucherena também explicou que o pedido havia sido feito em abril, mas atrasou devido à pandemia de coronavírus. Antes de solicitar a residência permanente, Snowden pediu duas vezes uma autorização de residência temporária. 

Em 2013 Snowden, hoje com 37 anos, chegou a ficar mais de um mês na área de trânsito do Aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, antes de receber asilo temporário. Procurado pelos Estados Unidos, ele chegou à capital russa vindo de Hong Kong, com a intenção de seguir viagem. No entanto, com o passaporte anulado pelas autoridades americanas, ele foi forçado a ficar. Durante as semanas que passou no aeroporto, Snowden chegou a pedir asilo político a mais de 20 países.

Desde que vive na Rússia, Snowden tem trabalhado como consultor, dando videoconferências sobre tecnologia da informação e seus riscos e ameaças. 

Em setembro do ano passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com uma ação contra a publicação do livro de memórias de Snowden, em razão da divulgação de informações confidenciais. 

No livro, Snowden contou pela primeira vez em detalhes a história de sua vida e explicou por que decidiu pôr em risco a própria liberdade ao se tornar um dos maiores delatores de todos os tempos.

A obra traz um relato extenso sobre como foram revelados os detalhes da coleta de dados em massa de e-mails, telefonemas e atividades online por parte da agência, em nome da segurança nacional.

Em agosto deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que "daria uma olhada" em um possível perdão a Snowden, que, se condenado, pode pegar até 30 anos de prisão. Snowden afirmou que gostaria de voltar aos Estados Unidos, mas apenas se tivesse um julgamento justo.

LE/efe/afp/lusa