Senado americano ratifica acordo nuclear iraniano | Notícias internacionais e análises | DW | 11.09.2015

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Mundo

Senado americano ratifica acordo nuclear iraniano

Senadores vetam moção de repúdio a acordo, proposta pelo Partido Republicano. Vitória de Barack Obama no Senado é passo importante para pacto entrar em vigor nos Estados Unidos.

O Senado americano ratificou nesta quinta-feira (10/09) o acordo sobre o programa nuclear iraniano, ao vetar uma moção de repúdio ao tratado, proposta pelo Partido Republicano. A ratificação foi uma importante vitória para o presidente americano, Barack Obama, em direção à aprovação do pacto no Congresso.

Apesar de 58 votos contra e 42 a favor, eram necessários 60 para levar a medida ao plenário. Assim, em caso de vitória da oposição, o acordo ficaria sujeito a uma medida executiva do presidente. E para invalidar o veto de Obama, seria necessária uma maioria de dois terço no Senado e na Câmara dos Representantes.

"Esse voto é uma vitória para a diplomacia, para a segurança nacional americana e para a segurança do mundo. Daqui para frente, nós vamos voltar ao trabalho crítico de implementação e verificação do acordo, para que o Irã não alcance uma arma nuclear", disse Obama, agradecendo aos senadores.

O Congresso americano têm até o dia 17 de setembro para dar o seu parecer sobre o acordo. Os críticos, principalmente a oposição republicana, alegam que o pacto não é capaz de assegurar que o Irã jamais desenvolverá armas nucleares. Eles argumentam que a suspensão das sanções vai apenas contribuir para que o regime dos aiatolás alcance seu objetivo.

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Pouco antes da votação, a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, o presidente da França, François Hollande, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, defenderam o acordo nuclear, em um artigo assinado em conjunto e publicado no jornal americano Washington Post.

"Nós estamos confiantes de que o acordo proporciona as bases para resolver permanentemente o conflito sobre o programa nuclear iraniano", disseram os líderes.

Após anos de impasse, Irã e as potências reunidas no grupo P5+1 – os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) mais a Alemanha – conseguiram fechar um acordo sobre o programa nuclear iraniano em julho.

O acordo histórico visa garantir que o Irã não produza armas nucleares. Em contrapartida, Estados Unidos e União Europeia (UE) vão aliviar as sanções que afetam drasticamente a economia iraniana. As negociações entre os dois lados haviam começado em 2006.

CN/lusa/dpa/ap/afp/rtr

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