Lula diz que não aceita barganha para deixar prisão | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 30.09.2019
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Brasil

Lula diz que não aceita barganha para deixar prisão

Em carta, ex-presidente reitera inocência e afirma que não troca sua dignidade pela liberdade. Mensagem foi escrita após força-tarefa da Lava Jato solicitar que petista passe a cumprir pena no regime semiaberto.

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Lula está preso em regime fechado desde 7 de abril de 2018

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nesta segunda-feira (30/09) uma carta na qual afirma que não aceita "barganhar" seus direitos em troca de liberdade e reitera sua inocência. A mensagem foi divulgada dias depois que força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba pediu à Justiça que o petista vá para o regime semiaberto.

"Não troco minha dignidade pelaminha liberdade. Tudo o que os procuradores da Lava Jato realmente deveriam fazer é pedir desculpas ao povo brasileiro, aos milhões de desempregados e à minha família, pelo mal que fizeram à democracia, à Justiça e ao país", afirma Lula.

Na carta, o ex-presidente ressalta sua inocência, acusa os procuradores da Lava Jato de contar mentiras e afirma que não aceita barganhar sua liberdade. "Diante das arbitrariedades cometidas pelos procuradores e por Sérgio Moro, cabe agora à Suprema Corte corrigiro que está errado, para que haja Justiça independente e imparcial. Como é devido a todo cidadão", acrescentou.

O ex-presidente afirma ainda que não descansará enquanto "a verdade e a Justiça não voltarem a prevalecer".

Na sexta-feira, a força-tarefa pediu a progressão da pena de Lula. O ex-presidente completou um sexto da pena a que foi condenado no caso do tríplex no Guarujá, passando a ter o direito de progredir do regime fechado para o semiaberto, onde o preso trabalha durante o dia, mas retorna a uma unidade penitenciária durante a noite. 

Lula está preso em regime fechado desde 7 de abril de 2018. Ele foi condenado no caso do tríplex no Guarujá em primeira instância em 2017, pelo então juiz Sergio Moro, e teve sua condenação confirmada em segunda instância no ano seguinte. Ele começou a cumprir a pena em 7 de abril de 2018 na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso até hoje.

Em abril deste ano, o Superior Tribunal de Justiça manteve a condenação, mas reduziu a pena original de 12 anos e um mês de prisão para 8 anos, 10 meses e 20 dias.

Na última segunda-feira, quando Lula passou a ter o direito de requerer o semiaberto, sua defesa divulgou uma nota afirmando que não pretendia apresentar um pedido para mudar de regime.

Nesta segunda-feira, o advogado do ex-presidente voltou a afirmar que seu cliente não é obrigado a aceitar a progressão da pena. "Lula hoje reafirmou a sua posição de que não aceita nenhuma barganha em relação a sua liberdade", ressaltou Cristiano Zanin.

Além da condenação no caso do tríplex, Lula ainda tem uma série de problemas legais.

Em fevereiro de 2019, o ex-presidente foi novamente condenado, a 12 anos e 11 meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro na ação penal sobre reformas realizadas num sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. A condenação foi em primeira instância, e, portanto, a pena ainda não está sendo cumprida.

CN/efe/ots

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