Irã pede correntes humanas contra ataques a usinas
Publicado 28 de fevereiro de 2026Última atualização 7 de abril de 2026
O que você precisa saber
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Trump reitera ultimato ao Irã por bloqueio de Ormuze ameça dizimar infraestrutura civil do país
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Irã rejeita proposta de cessar-fogo temporário e quer fim "permanente da guerra"
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Regime pede correntes humanas contra ataques a usinas, e presidente fala em "sacrificar" 14 milhões
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Ataque de Israel mata chefe de Inteligência iraniano e adverte iranianos a evitar viagens de trem
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Trump diz "não estar preocupado" com acusações de crimes de guerra
- Governo brasileiro amplia subsídio ao diesel e gás de cozinha e zera taxa de querosene de aviação
- Israel ataca importante central petroquímica do Irã, e Irã retalia com ataque a complexo petroquímico na Arábia Saudita
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Irã pede correntes humanas contra ataques a usinas energéticas, e presidente fala em "sacrificar" 14 milhões
O Irã pediu nesta terça-feira (07/04) que os seus cidadãos formem "correntes humanas" contra usinas energéticas ao redor do país, a fim de protegê-las de ataques ameaçados pelos Estados Unidos.
O presidente americano, Donald Trump, afirmara que a República Islâmica teria até a noite de hoje (21 horas em Brasília) para reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial em tempos de paz, sob o risco de ver sua infraestrutura civil dizimada.
"Estaremos lado a lado para afirmar: atacar a infraestrutura pública é um crime de guerra", afirmou o vice-ministro dos esportes, Alireza Rahimi, citado pela agência de notícias Reuters.
O apelo era particularmente dirigido a jovens, atletas, artistas, estudantes universitários e professores, segundo ele. "Usinas de energia, que são nossos bens e capitais nacionais, independentemente de gostos ou posições políticas, pertencem ao futuro do Irã e à juventude iraniana."
A ameaça de Trump mira, sobretudo, usinas de energia e pontes no Irã. "Todo o país pode ser destruído em uma única noite", disse o americano. Ele já prorrogou prazos anteriores repetidamente e sugeriu que este seria definitivo.
14 milhões aceitaram sacrificar suas vidas, diz presidente iraniano
Por sua vez, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira que 14 milhões de iranianos se voluntariaram para sacrificar suas vidas na guerra. "Eu também estive, estou e permanecerei pronto para dar minha vida pelo Irã", ele escreveu numa rede social.
A população do Irã é de 90 milhões.
O país já formou correntes humanas no passado ao redor de instalações nucleares durante períodos de tensão elevada com o Ocidente.
Um general da Guarda Revolucionária pediu também que os pais enviassem seus filhos para atuar em postos de controle, que têm sido alvos frequentes de ataques aéreos.
Um coro crescente de vozes internacionais pede moderação diante das ameaças de Trump, apontando que os ataques contra a infraestrutura civil e energética são proibidos pelas regras de guerra e pelo direito internacional.
ht/ra (AP, Reuters)
General iraniano diz a pais que "enviem seus filhos" para patrulhar checkpoints
Um general da Guarda Revolucionária do Irã pediu que os pais "enviem seus filhos para guarnecer postos de controle".
O general Hossein Yekta, anteriormente identificado como líder de unidades à paisana da milícia Basij, fez os comentários em um canal da televisão estatal iraniana.
"Mães, pais, peguem as mãos de seus filhos e saiam às ruas", disse ele. "Vocês querem que seu filho se torne um homem de verdade? Deixem-no se sentir um herói, de pé bem no coração do campo de batalha. Mães, pais, à noite enviem seus filhos para guarnecer postos de controle. Eles se tornam homens!"
Postos de controle da Basij — uma força paramilitar composta de voluntários e subordinada à Guarda Revolucionária — têm sido alvo de ataques aéreos frequentes.
Há relatos de que a Basij estaria aceitando crianças a partir de 12 anos para guarnecer postos de controle. A Anistia Internacional , ONG de defesa dos direitos humanos, alertou que algumas chegam a portar armas de fogo e classificou o recrutamento como um crime de guerra.
Durante os protestos nacionais contra o regime em janeiro, Yekta advertiu os pais a manterem seus filhos em casa, ou eles seriam baleados.
ra (AP)
Exército israelense avisa à população no Irã para evitar viagens de trem
Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar "dizimar" a infraestrutura civil do Irã caso o regime não reabra o Estreito de Ormuz, o Exército israelense advertiu a população iraniana a não viajar de trem nesta terça-feira (07/04).
"Para a sua própria segurança, pedimos que, a partir de agora até as 21h [14h de Brasília] no horário iraniano, em todo o país, evitem o uso de trens ou viagens ferroviárias", afirmou a corporação via X, advertindo os iranianos a não colocarem suas vidas "em perigo".
Na segunda-feira, Trump deu a Teerã prazo até as 20h de Washington D.C. (21h de Brasília) desta terça para permitir a retomada do tráfego marítimo pelo estreito, que é crucial para o escoamento do petróleo produzido no Golfo.
O aviso dos militares israelenses sugere que os ataques poderiam começar antes mesmo do prazo imposto por Trump.
ra (AP, DPA)
Irã ataca complexo petroquímico na Arábia Saudita
Um complexo petroquímico na Arábia Saudita foi atacado na noite de segunda para terça-feira (07/04), horas depois de bombardeios contra instalações semelhantes no Irã.
"Um ataque provocou um incêndio nas plantas da SABIC [Saudi Basic Industries Corporation] em Jubail. Os sons das explosões foram muito fortes", afirmou uma fonte saudita à agência de notícias AFP.
Jubail, no leste da Arábia Saudita, abriga um dos maiores centros industriais do mundo, onde são produzidos aço, gasolina, produtos petroquímicos, óleos lubrificantes e fertilizantes químicos.
O ataque também foi noticiado pela Fars, uma agência de notícias ligada ao governo iraniano.
As Forças Armadas sauditas confirmaram que a Província Oriental do reino, rica em petróleo, foi alvo de sete mísseis balísticos do Irã, com "destroços dos mísseis" caindo no solo perto de instalações de energia.
O comunicado, porém, não detalhou a extensão dos danos nem especificou quais instalações de energia foram atingidas.
ra (AFP, AP)
Trump chama líderes do Irã de "animais" e reitera ameaça de "dizimar" infraestrutura civil
O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou nesta segunda-feira (06/04) seu ultimato ao Irã para que o regime reabra o estreito de Ormuz, sob pena de ver sua infraestrutura civil ser "dizimada", incluindo pontes e usinas de energia. Ele também chamou os líderes do Irã de "animais" e lamentou que não pode confiscar o petróleo do país.
"O país inteiro pode ser aniquilado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã à noite", disse Trump, que reiterou que o prazo do ultimato vence às 21h do horário de Brasília na terça-feira (07/04).
"Todas as pontes no Irã serão destruídas até a meia-noite de amanhã, e todas as usinas de energia do Irã estarão fora de operação, queimando, explodindo e nunca mais poderão ser usadas", disse. Mais cedo, ele já havia dito que o Irã pode deixar de ter "pontes" e "centrais de energia" e acabar tendo que "voltar à idade da pedra".
Trump ainda acrescentou que estava considerando um plano para cobrar pedágio pelo petróleo que passa pelo Estreito — ecoando as ameaças iranianas de fazer o mesmo com a hidrovia por onde passa um quinto do petróleo bruto mundial.
Mais cedo, o presidente dos EUA minimizou preocupações de que atacar as instalações de energia e pontes do Irã — uma tática que a Rússia também usou na Ucrânia após não conseguir derrotar rapidamente o governo de Kiev — seria um crime de guerra.
"Não estou preocupado com isso", disse Trump quando questionado sobre o que diria àqueles que alegam que atacar instalações de energia violaria as leis da guerra. "Sabe o que é crime de guerra? O crime de guerra é permitir que o Irã tenha uma arma nuclear."
Questionado novamente sobre o assunto, ele disse que os líderes do Irã são "animais" que mataram dezenas de milhares de manifestantes. Trump também disse que, se dependesse dele, confiscaria o petróleo do Irã, mas que "infelizmente, o povo americano gostaria de nos ver voltar para casa" e encerrar a guerra.
"Ao vencedor, os espólios... Se eu pudesse escolher, sim, porque sou um homem de negócios antes de tudo. Eu ficaria com o petróleo e ganharia muito dinheiro", disse Trump.
O presidente dos EUA acrescentou que os americanos que se opõem à guerra com o Irã são "tolos".
Governo brasileiro amplia subsídio ao diesel e gás de cozinha e zera taxa de querosene de aviação
O governo federal do Brasil anunciou nesta segunda-feira (06/04) um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.
As ações incluem uma medida provisória (MP), um projeto de lei e decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O conjunto de iniciativas prevê subsídios para diesel e gás de cozinha, além da redução de impostos e apoio ao setor aéreo. A expectativa é aliviar os custos para consumidores e setores produtivos, além de garantir o abastecimento no país.
Subsídios
Entre as principais medidas está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, com divisão igual de custos entre União e estados.
O benefício será válido inicialmente por dois meses e pode chegar a R$ 4 bilhões. Inicialmente, o Ministério da Fazenda tinha informado que esse subsídio custaria R$ 3 bilhões.
Também foi anunciada uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com custo estimado de R$ 3 bilhões mensais. Em ambos os casos, empresas deverão repassar a redução ao consumidor.
Além disso, o governo vai zerar os impostos federais sobre o biodiesel, que compõe parte do diesel vendido nos postos, e o querosene de aviação.
Para o gás liquefeito de petróleo (GLP), será concedido subsídio de R$ 850 por tonelada para o produto importado. A medida busca equiparar o preço ao GLP nacional e reduzir o impacto no custo do gás de cozinha, especialmente para famílias de baixa renda.
Setor aéreo
O pacote também prevê até R$ 9 bilhões em crédito para companhias aéreas, com recursos operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Fundo Nacional de Aviação Civil.
Outra medida é a isenção do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o querosene de aviação, além do adiamento do pagamento de tarifas de navegação aérea.
Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, os subsídios e as isenções serão compensados pelo aumento das receitas de royalties de petróleo, que subiram desde o início da guerra no Oriente Médio.
jps (Agência Brasil)
Irã rejeita proposta de cessar-fogo e quer fim "permanente da guerra"
O Irã rejeitou nesta segunda-feira (06/04) uma proposta de cessar-fogo temporário apresentada por mediadores, divulgando uma contraproposta e exigindo um fim permanente do conflito iniciado pelos EUA e Israel.
A contraproposta, transmitida aos EUA por mediadores do Paquistão, consiste em 10 pontos, incluindo o fim das hostilidades na região, um acordo para o uso do estreito de Ormuz, o fim das sanções contra o regime de Teerã e indenizações para reconstrução de danos provocados no país, segundo a agência oficial iraniana, referindo que obteve uma cópia do documento.
De acordo com a contraproposta, as autoridades iranianas sublinham "a necessidade de um fim permanente para a guerra" que leve em conta as necessidades da República Islâmica.
"Só aceitaremos o fim da guerra com garantias de que não voltaremos a ser atacados", disse Mojtaba Ferdousi Pour, chefe da missão diplomática iraniana no Cairo.
O representante diplomático de Teerã acrescentou que as autoridades do Irã e de Omã estavam trabalhando num mecanismo para gerir a navegação do estreito, por onde passava cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra lançada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Desde então, o estreito tem sido efetivamente bloqueado pelo Irã em resposta à ofensiva israelo-americana.
Em uma coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, afirmou que uma trégua temporária permitiria aos EUA e a Israel "uma breve pausa para se reagruparem e cometerem novos crimes".
Ele disse que o Irã não podia confiar nos negociadores americanos. "O inimigo deve ser compelido a se arrepender de suas ações a ponto de não ousar mais ameaçar a soberania do Irã", declarou.
Há duas semanas, os Estados Unidos entregaram uma proposta de 15 pontos à República Islâmica através do Paquistão, que incluía exigências de limitação no alcance e no número de mísseis iranianos; o fim do financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah; e a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz. Teerã considerou a proposta "excessiva".
A contraproposta iraniana surge depois de o presidente Donald Trump ter voltado a ameaçar o Irã no domingo, prometendo desencadear "um inferno" contra o país e dando um novo ultimato à República Islâmica para que ela desbloqueie o Estreito de Ormuz até terça-feira.
A rejeição transmitida hoje pelo Irã ocorreu no mesmo dia em que Israel atacou uma importante usina petroquímica iraniana no campo de gás natural de South Pars. A ação matou dois comandantes paramilitares da Guarda Revolucionária.
O campo de gás partilhado com o Catar é o maior do mundo e já tinha sido atacado durante o conflito por Israel, levando a uma retaliação do Irã contra instalações energéticas dos países vizinhos do Golfo.
jps (Lusa, DW, ots)
Trump diz "não estar preocupado" com possíveis acusações de crimes de guerra
O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou as preocupações de que suas repetidas ameaças de "fazer recair o inferno" sobre o Irã, que incluem possíveis ataques sobre infraestruturas civis, como pontes e usinas de energia, possam configurar crimes de guerra.
Durante uma brincadeira de caça aos ovos de Páscoa nos jardins da Casa Branca que contou com algumas crianças, repórteres perguntaram a Trump o que ele diria àqueles que apontam que ataques a usinas nucleares violam as leis da guerra.
"Não estou preocupado com isso", respondeu Trump.
"Sabe qual é o crime de guerra? O crime de guerra é permitir que o Irã tenha uma arma nuclear."
Paralelamente, a presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha pediu, na segunda-feira, que os governos não façam ameaças deliberadas — sejam retóricas ou concretas — contra infraestruturas civis e instalações nucleares.
"Os Estados devem respeitar e garantir o respeito às regras da guerra, tanto no que dizem quanto no que fazem", afirmou Mirjana Spoljaric, da Cruz Vermelja em um comunicado.
"O mundo não pode sucumbir a uma cultura política que prioriza a morte em detrimento da vida."
jps (ots)
Houthis do Iêmen realizam operação conjunta com Irã e Hezbollah contra Israel
Os rebeldes houthis do Iêmen anunciaram nesta segunda-feira a realização de uma operação conjunta com a Guarda Revolucionária do Irã e o grupo xiita libanês Hezbollah contra "diversos alvos militares e vitais" na cidade de Eilat, no sul de Israel.
O porta-voz dos houthis, Yahya Sarea, afirmou em comunicado que o ataque consistiu em "uma saraivada de mísseis de cruzeiro e drones contra diversos alvos militares e vitais pertencentes ao inimigo israelense em Umm al-Rashrash", nome árabe de Eilat.
"A operação atingiu seus objetivos com sucesso, graças a Deus", acrescentou Sarea, que declarou que os múltiplos ataques foram feitos "em apoio ao eixo da jihad e da resistência no Irã, Líbano, Iraque e Palestina", assim como contra "o plano sionista" que busca estabelecer um "Grande Israel sob o pretexto de transformar o Oriente Médio".
Esta é a sexta operação militar dos houthis contra Israel desde o início da guerra iniciada pelo país e pelos Estados Unidos contra o Irã, no final de fevereiro.
Segundo Sarea, os ataques realizados a partir do Iêmen continuarão "até a vitória, se Deus quiser".
No final de março, os houthis retomaram os ataques contra Israel no contexto da guerra contra o Irã, depois de os rebeldes iemenitas terem cessado as ações contra Israel e a navegação comercial no Mar Vermelho e após a implementação do cessar-fogo na Faixa de Gaza em outubro de 2025.
jps (EFE)
Ataque em zona "fora de conflito" em Beirute deixa 5 mortos e 52 feridos
O número de mortos em um ataque ocorrido no domingo (05/04) a poucos metros do principal hospital público dos arredores de Beirute subiu para cinco, enquanto o total de feridos chegou a 52, no pior bombardeio contra uma zona da capital libanesa que não havia sido alvo de ordens de evacuação ordenadas por Israel.
"O ataque do inimigo israelense na área de Jnah, ao sul de Beirute, causou um balanço final de cinco mortos, incluindo uma menina de 15 anos e dois cidadãos sudaneses, além de 52 feridos, entre eles oito menores", informou na madrugada desta segunda-feira o Centro de Operações de Emergência do Líbano em um comunicado.
O bombardeio teve como alvo um edifício localizado nas imediações do Hospital Universitário Rafic Hariri, a poucas ruas dos limites administrativos de Beirute e o maior centro público do país.
A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), que presta apoio no hospital, denunciou o fluxo "massivo" de feridos registrado no centro e qualificou a ação como "o maior ataque aéreo não anunciado em um bairro residencial fora das chamadas 'zonas de evacuação' da capital".
"Quando os ataques atingem zonas residenciais densamente povoadas sem aviso prévio, as consequências são graves: tanto em relação às vítimas quanto à capacidade de resposta dos hospitais", alertou a coordenadora médica da organização, Luna Hammad, em comunicado divulgado no domingo.
O bombardeio pôde ser ouvido por toda a capital, assim como vários outros lançados durante um domingo especialmente difícil para a região de Beirute, e causou graves danos materiais na zona.
Desde o último dia 2 de março, Israel mantém uma intensa ofensiva aérea contra o Líbano, que provocou o deslocamento forçado de praticamente todos os subúrbios de Beirute conhecidos como Dahye e que também incluiu uma série de ações em áreas centrais da cidade, como a orla marítima.
Os bombardeios, acompanhados de uma invasão terrestre no sul do país, já deixaram 1.461 mortos, 4.430 feridos e mais de um milhão de deslocados.
Jps (EFE)
Irã executa preso por participar em protestos, o sétimo em três semanas
As autoridades do Irã executaram nesta segunda-feira um preso condenado por sua participação nos protestos de janeiro, o sétimo nas últimas semanas, em meio a uma intensificação dos enforcamentos de presos políticos.
"Ali Fahim, um dos elementos dos inimigos implicados nos distúrbios terroristas de janeiro que havia atacado instalações militares com o objetivo de apoderar-se de armas, foi executado após a revisão do caso e a confirmação da sentença por parte do Supremo Tribunal", informou a agência de notícias Mizan, vinculada ao Judiciário iraniano.
Segundo o veículo oficial, Fahim participou, junto com outras quatro pessoas, da destruição de uma base militar e tentou, sem sucesso, apoderar-se de armas.
Entre as acusações pelas quais foi condenado estão "ações operativas contra a segurança do país em favor do regime sionista, dos Estados Unidos e de grupos hostis".
Com esta execução, o Irã enforcou, desde 19 de março até agora, sete pessoas condenadas por sua participação nos protestos de janeiro.
Além disso, a república islâmica executou pelo menos quatro pessoas consideradas presos políticos nas últimas semanas.
Os protestos antigovernamentais de janeiro, que pediam o fim da república islâmica, foram sufocados após uma dura repressão que causou a morte de 3.117 pessoas, segundo o balanço oficial.
No entanto, organizações de direitos humanos como a opositora HRANA, com sede nos Estados Unidos, elevam esse número para mais de 7 mil e continuam verificando outros 11 mil casos, enquanto estimam em 53 mil o total de detidos.
O Irã é um dos países com o maior número de execuções no mundo e, em 2025, enforcou 1.500 pessoas, segundo dados da ONU, o que representa um aumento de 50% em relação ao ano anterior.
md (EFE, ots)
Israel ataca principal complexo petroquímico do Irã
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta segunda-feira (06/04) que caças de Israel atacaram a maior usina petroquímica do Irã, localizada em Asaluyeh, em uma operação que, segundo disse, deixou fora de serviço instalações fundamentais do setor energético do país.
O ataque ocorre na sequência de ameaças feitas pelo presidente Donald Trump, de que os EUA podem começar a destruir nesta semana a infraestrutura energética e abastecimento do Irã caso o regime de Teerã não libere o tráfego de navios no estreito de Ormuz. Tais ataques podem representar uma escalada ainda mais grave da guerra. O Irã já sinalizou que pode retaliar contra alvos semelhantes em países do Golfo aliados dos EUA.
Em uma mensagem de vídeo publicada por seu gabinete, Katz assegurou que a usina atacada representa "aproximadamente 50% da produção petroquímica iraniana" e que, após um ataque anterior contra outra instalação na semana passada, ambas as infraestruturas - responsáveis, segundo ele, por cerca de 85% das exportações petroquímicas do Irã - ficaram "desativadas".
"Isto representa um duro golpe econômico para o regime iraniano, com perdas de dezenas de bilhões de dólares", sentenciou o titular da Defesa de Israel.
Meios de comunicação iranianos confirmaram que as instalações petroquímicas de South Pars, que abrigam as maiores reservas mundiais de gás natural, foram atingidas nesta segunda-feira por um ataque aéreo israelense-americano.
"Há poucos minutos foram ouvidas várias explosões procedentes do complexo petroquímico de South Pars, em Asaluyeh", relatou a agência de notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionária iraniana.
Os ataques atingiram as empresas Mobin e Damavand, encarregadas de fornecer eletricidade, água e oxigênio às petroquímicas da zona. Por isso, o fornecimento elétrico de todas as petroquímicas de Asaluyeh permanecerá interrompido até a reparação dessas companhias, informou a agência “Tasnim”, que ressaltou que South Pars não sofreu danos e permanece operacional.
Em sua mensagem, Katz acrescentou que tanto ele quanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenaram a continuação dos ataques contra infraestruturas do regime iraniano, e alertou que as ações contra Israel "agravarão o dano econômico e estratégico" sofrido pelo país até chegar "ao colapso de suas capacidades".
Ao longo deste domingo, o Irã lançou cinco rajadas de mísseis contra diferentes pontos do território israelense, resultando em feridos e numerosos danos materiais em residências, particularmente na região metropolitana de Tel Aviv.
Em Israel, os impactos de mísseis disparados pelo Irã e os projéteis do grupo xiita libanês Hezbollah tiraram a vida de 22 pessoas, além de terem causado a morte de quatro mulheres palestinas na Cisjordânia ocupada.
md (EFE, ots)
Netanyahu comemora mortes de 2 líderes ligados ao Irã em ataques de Israel
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comemorou nesta segunda-feira a morte de dois comandantes ligados ao Irã em ataques israelenses, entre eles, o chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, Majid Khadami, e um comandante da Força Quds, Ajer Bakri.
"Outro braço central do regime iraniano foi decepado", afirmou Netanyahu em mensagem divulgada em seus canais oficiais.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, já havia confirmado que Khadami foi abatido nesta segunda-feira em um ataque em Teerã e o identificou como um dos principais responsáveis pela inteligência da Guarda Revolucionária, vinculado aos lançamentos de mísseis contra Israel e à repressão de protestos internos no Irã.
Além disso, segundo Netanyahu, Israel matou Ajer Bakri, a quem identificou como "comandante da Unidade 840 da Força Quds (o braço de operações exteriores da Guarda Revolucionária)" e responsável por "ataques a judeus e israelenses em todo o mundo".
Em paralelo, o Exército israelense detalhou que sua Força Aérea atacou no domingo o quartel-general encarregado de gerenciar o fogo de artilharia da divisão "Imam Hussein" do Hezbollah, matando seu chefe de artilharia, Kamil Melhem, e vários assistentes do comandante da divisão.
"Continuaremos com toda a nossa força, em todas as frentes, até que a ameaça seja eliminada e todos os objetivos de guerra sejam alcançados", concluiu Netanyahu em sua mensagem.
As autoridades da república islâmica não oferecem um balanço oficial de mortos desde a primeira semana da ofensiva conjunta de Tel Aviv e Washington, quando situaram o número em 1.230.
No entanto, a ONG opositora HRANA, com sede nos Estados Unidos, relatou mais de 3.400 mortos, entre eles mais de 1.500 civis.
No Líbano, os ataques aéreos e terrestres de Israel já deixaram mais de 1.400 mortos, incluindo 126 crianças, segundo os dados do Ministério da Saúde libanês publicados no sábado, além de cerca de 4.300 feridos.
As forças armadas israelenses afirmam ter matado cerca de mil membros do Hezbollah no Líbano, embora não forneçam detalhes sobre seus perfis.
Em Israel, os impactos de mísseis disparados pelo Irã e os projéteis do grupo xiita libanês Hezbollah tiraram a vida de 22 pessoas, além da morte de quatro mulheres palestinas na Cisjordânia ocupada.
md (EFE, ots)
Onda de ataques mata mais de 25 no Irã; míssil iraniano mata ao menos 4 em Israel
Israel e os Estados Unidos realizaram uma onda de ataques nesta segunda-feira que matou mais de 25 pessoas no Irã.
Teerã respondeu com disparos de mísseis contra Israel e seus vizinhos árabes do Golfo.
Explosões ecoaram pela noite em Teerã e jatos voando baixo puderam ser ouvidos por horas enquanto a capital era bombardeada.
Uma densa fumaça preta subiu perto da Praça Azadi da cidade depois que um ataque aéreo atingiu o campus da Universidade de Tecnologia Sharif.
Quatro pessoas foram encontradas mortas nos escombros de um prédio residencial em Haifa, de acordo com as autoridades israelenses, após um míssil disparado do Irã atingir o edifício na cidade ao sul de Israel.
O Kuwait e os Emirados Árabes Unidos ativaram seus sistemas de defesa aérea para interceptar mísseis e drones iranianos, enquanto Teerã mantinha a pressão sobre seus vizinhos do Golfo.
Os ataques regulares do Irã à infraestrutura energética regional e seu controle absoluto sobre o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial em tempos de paz, fizeram com que os preços globais da energia disparassem.
md (AP, AFP)
Navio de propriedade turca atravessa Ormuz, 3° do país a passar por bloqueio
Um navio petrolífero de propriedade turca transitou pelo Estreito de Ormuz elevando para três o número total de embarcações turcas com bandeiras de outros países que saíram desta via marítima estratégica, atualmente bloqueada pelo Irã.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo ministro dos Transportes da Turquia, Abdulkadir Uraloglu, lembrando que o número de navios de propriedade turca retidos pelo bloqueio iraniano em Ormuz – em decorrência da guerra iniciada em 28 de fevereiro com bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra a república islâmica – foi reduzido de 15 para 12.
"O navio 'Ocean Thunder', de propriedade turca, que se dirigia à Malásia com petróleo bruto carregado no Iraque, passou ontem à noite sem problemas pelo Estreito de Ormuz e completou sua saída do Golfo (Pérsico)", detalhou o ministro em comunicado publicado nas redes sociais.
"Deste modo, três navios que estavam aguardando no Golfo desde o início da guerra puderam abandonar o Estreito de Ormuz em segurança", acrescentou.
O primeiro cargueiro de propriedade turca preso no Golfo Pérsico pela guerra conseguiu sair pelo Estreito de Ormuz em 13 de março, após receber permissão das autoridades iranianas.
Dos 12 que ainda se encontram na zona, quatro não solicitaram a saída: dois são navios de produção de energia e dois se dedicam ao comércio local.
Em relação aos oito restantes, Uraloglu prometeu que seu governo fará o possível para garantir que possam retomar a viagem.
"Continuamos nossos esforços sem interrupção para garantir a saída segura de nossos oito navios e de seus 156 tripulantes que atualmente desejam abandonar a área", afirmou.
md (EFE, ots)