Irã anuncia reforço de programa de mísseis | Notícias internacionais e análises | DW | 22.09.2017
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Irã anuncia reforço de programa de mísseis

Em desfile militar, Forças Armadas iranianas apresentam míssil balístico com alcance de dois mil quilômetros. "Não precisamos da permissão de ninguém para defender a nossa pátria", diz presidente.

Hassan Rohani

Rohani: "Queiram ou não, vamos reforças nossas capacidades militares"

As Forças Armadas do Irã exibiram, nesta sexta-feira (22/09), um novo míssil balístico com um alcance de dois mil quilômetros durante um desfile militar em Teerã, apesar das advertências dos Estados Unidos contra o programa armamentista do país.

O míssil, nomeado Jorramshahr, é capaz de transportar múltiplas ogivas, de acordo com o general de brigada, Amir Ali Hajizadeh, citado pela televisão estatal. Hajizadeh, comandante da divisão aeroespacial da Guarda Revolucionária, explicou que o míssil é de "um tamanho menor e mais tático e estará operacional num futuro próximo".

Leia mais: O que Trump vê de errado no acordo com Irã?

Este novo avanço militar ocorre, apesar da recente imposição de Washington, em meio a várias rodadas de sanções contra entidades e indivíduos iranianos ligados ao programa de mísseis de Teerã.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, afirmou que seu país aumentará sua capacidade militar e reforçará seus programas armamentistas, incluindo o de mísseis. "Queiram ou não, vamos reforças nossas capacidades militares, necessárias em termos de dissuasão. Não precisamos da permissão de ninguém para defender a nossa pátria", disse Rohani, durante um desfile militar em Teerã em comemoração ao início da guerra entre Irã e Iraque, em 1980. "Vamos desenvolver os nossos mísseis e também as nossas forças aérea, terrestre e marítima."

O Irã desenvolveu um vasto programa balístico nos últimos anos, o que levou os Estados Unidos, mas também a Arábia Saudita – principal rival na região – e alguns países europeus, como França, e também Israel a manifestarem suas preocupações. O Irã sempre defendeu que seu programa militar é apenas defensivo.

A tensão entre Teerã e Washington ficou evidente nesta semana, na Assembleia Geral da ONU, na qual o presidente americano, Donald Trump, fez duras críticas contra os programas militares da República Islâmica e o acordo nuclear assinado em 2015 entre Irã e seis grandes potências mundiais.

O presidente americano chamou de vergonhoso o acordo nuclear e disse que seu governo pode abandoná-lo se suspeitar que ele "proporciona cobertura para uma eventual construção de um programa nuclear".

"Francamente, esse acordo é uma vergonha para os EUA, e não acredito que os senhores tenham ouvido a minha última palavra a respeito", disse Trump, que definiu o Irã como uma "ditadura corrupta" que tenta desestabilizar o Oriente Médio. Ele pediu ao governo em Teerã para que pare de "financiar o terrorismo".

Na quarta-feira, o presidente do Irã usou seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas para rebater as críticas de Trump. "Seria uma grande pena se esse acordo [nuclear] fosse destruído por corruptos recém-chegados ao mundo político. O mundo perderia uma grande oportunidade", afirmou.

"Ao violar seus compromissos internacionais, a nova gestão americana só destrói sua própria credibilidade e mina a confiança internacional em negociar com o país ou aceitar sua palavra ou promessa", conclui Rohani.

PV/lusa/efe/ap/rtr/afp

Leia mais