EUA retomam construção de reatores nucleares após 30 anos | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 17.02.2010
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Ciência e Saúde

EUA retomam construção de reatores nucleares após 30 anos

Depois de quase 30 anos, os EUA anunciam a retomada do financiamento à construção de usinas nucleares. Presidente Obama quer triplicar investimentos no setor, como forma de conter emissões de gases de efeito estufa.

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Obama vê energia nuclear como solução para o clima

Depois de quase 30 anos, os EUA querem voltar a construir reatores nucleares. O presidente Barack Obama confirmou na terça-feira (16/02) que garantirá empréstimos de mais de oito bilhões de dólares (5,8 bilhões de euros) para a construção de dois reatores em uma usina nuclear já existente em Burke, no estado da Geórgia.

Será a primeira do gênero a ser construída no país em 30 anos. "Este é apenas o começo", disse Obama, durante uma visita ao sindicato que representa eletricistas em Lanham (Maryland).

Investimentos triplicados

Nos próximos anos, o presidente norte-americano pretende triplicar o fundo para créditos destinados ao financiamento de "modernas centrais nucleares", dos atuais 18 bilhões para 54 bilhões de dólares. Ele disse que "uma nova geração de usinas seguras, mais limpas na América" é parte importante da sua reforma da política ambiental e energética.

Obama vê a energia nuclear como uma das várias alternativas à poluição causada pelos combustíveis fósseis. "A energia nuclear continua a ser a nossa maior fonte de energia, através da qual não há produção de gases de efeito estufa", afirmou.

Menos 16 milhões de toneladas de CO2

"Para cobrir nossas necessidades energéticas e para evitar as piores consequências da mudança climática, temos que desenvolver a energia nuclear", acrescentou o presidente. Segundo ele, a nova central emitirá anualmente 16 milhões de toneladas a menos de dióxido de carbono do que uma usina de carvão.

Até agora, cerca de um quinto do consumo energético dos Estados Unidos é coberto com energia nuclear. Obama quer duplicar os investimentos não só em energia "limpa", usando o vento e energia solar, mas também em tecnologias avançadas de carvão e energia nuclear, criando cerca 700 mil novos empregos.

Em seu discurso, Obama admitiu que energia atômica também tem "sérias desvantagens". Como exemplo, ele citou a questão ainda sem solução do depósito de dejetos atômicos. Ele disse, entretanto, que a "briga em torno da energia nuclear" não deve servir como "empecilho ao progresso".

Ambientalistas protestam

A Sierra Club, a mais antiga e maior organização ambientalista norte-americana, critica os planos de Obama para a expansão da energia nuclear. "Para reduzir as emissões de dióxido de carbono, precisamos dar prioridade a meios mais limpos, mais baratos, mais rápidos e mais seguros", afirmou a organização em comunicado. "A energia nuclear não é limpa nem barata, rápida ou segura."

A Sierra Club alertou para desperdício de dinheiro dos contribuintes. Os créditos prometidos para a usina nuclear na Geórgia, segundo a entidade, sequer seriam suficientes para cobrir metade do financiamento para a construção dos reatores.

MD/afp/dpa

Revisão: Roselaine Wandscheer

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