Brasileiros protestam a favor de Dilma na Alemanha | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 10.06.2016
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Alemanha

Brasileiros protestam a favor de Dilma na Alemanha

Munidos de cartazes, bandeiras, apitos e pandeiros, manifestantes defendem a democracia, criticam o governo Michel Temer e pedem a volta da presidente afastada. Houve protestos em Berlim, Colônia, Frankfurt e Munique.

Em Frankfurt, protesto contou com tradução simultânea do premiado tradutor alemão Michael Kegler

Em Frankfurt, protesto contou com tradução simultânea do premiado tradutor alemão Michael Kegler

Brasileiros na Alemanha foram às ruas nesta sexta-feira (10/06) em protesto contra o presidente interino Michel Temer, aderindo à série de manifestações unificadas que ocorreram no Brasil e em outras cidades do mundo. Berlim, Colônia, Frankfurt e Munique foram palco de protestos.

Em Munique, cerca de 30 pessoas se encontraram na praça Marienplatz para pedir a volta da presidente afastada Dilma Rousseff. Embalados ao som de um pandeiro, instrumento tipicamente brasileiro, e de um "samba contra o golpe", a manifestação atraiu olhares dos transeuntes alemães.

"Tiraram muitas fotos da gente. Os alemães estava muito curiosos, mas vários já sabiam sobre o golpe", declara à DW Brasil uma das organizadores, Erica Caminha, que mora em Munique.

Brasileiros também se reuniram em Berlim, em frente ao mais conhecido cartão-postal da cidade, o Portão de Brandemburgo, que já foi palco de outro protesto pró-Dilma em março. Participantes estimam que cerca de 100 brasileiros estiveram presentes no ato desta sexta-feira.

"A gente tem que lutar até o fim. Antes era para que o golpe não rolasse. Agora que rolou, é para derrubar o governo ilegítimo. A gente tem que mostrar isso para o mundo. Se eu não fizesse nada me sentiria muito mal", conta a jornalista Nina Lemos, que mora em Berlim e foi ao protesto.

Ato em Berlim reuniu manifestantes em frente ao Portão de Brandemburgo, embalados ao som de música brasileira

Ato em Berlim reuniu manifestantes em frente ao Portão de Brandemburgo, embalados ao som de música brasileira

Tradução simultânea

Em Frankfurt, os manifestantes se reuniram na praça Goetheplatz, na companhia do premiado tradutor e crítico literário alemão Michael Kegler. Fluente em português, Kegler fazia a tradução simultânea do que era declarado ao microfone, disponível a quem quisesse se pronunciar.

Os cerca de 40 participantes defenderam a democracia, criticaram o governo Temer e pediram a volta de Dilma Rousseff. Em suas mãos, cartazes traziam frases como "Nie wieder Putsch" (Golpe nunca mais) e "Für die Demokratie in Brasilien" (Pela democracia no Brasil).

"O nosso objetivo é conscientizar os alemães e a imprensa alemã sobre o golpe que está em curso no Brasil. A Alemanha reconheceu o nosso governo, e muitos não sabem o que está acontecendo", diz uma das organizadoras, Adriana Maximino dos Santos, que ainda criticou o atual gabinete de Temer.

Maximino, que ajudou a entoar um coro da música "Apesar de você", de Chico Buarque, conta que havia muitos curiosos em volta do protesto brasileiro. "Eles tiravam fotos da gente e muitos pararam e ficaram ouvindo o que falávamos, até porque havia a tradução simultânea de Kegler."

"Não estamos alheios"

Na cidade de Colônia, no oeste da Alemanha, o ato contou com apitos, pandeiros, cartazes e bandeiras do Brasil. "Es war ein Putsch" (Foi um golpe), dizia uma imensa faixa em letra verde e amarela, aberta na praça Heumarkt. "Fora Temer" foi outra entre as frases favoritas.

Segundo uma das organizadoras, Elisabete Arantes, o ato com cerca de 30 pessoas reuniu "mais gente do que era esperado, dado o tamanho da comunidade brasileira na cidade". "Foi muito animado. Cantamos contra o Temer e a favor da Dilma", explica a brasileira que mora em Colônia.

Em Colônia, manifestantes brasileiros levaram cartazes em alemão e português

Em Colônia, manifestantes brasileiros levaram cartazes em alemão e português

"Esse governo não é legítimo. Temer subiu ao poder através de truques que pisaram em nossa Constituição. Nós não votamos nesse programa de governo que eles estão querendo impor ao povo. Nossa presidente foi eleita e não pode ser cassada sem um crime de responsabilidade", opina Arantes. "Não é porque estamos aqui que estamos alheios ao que está acontecendo no Brasil."

Além dos protestos simultâneos que ocorreram nesta sexta-feira em várias regiões do Brasil, pelo menos 25 cidades do exterior, em países como Estados Unidos, Portugal, Holanda e Bélgica, foram ou serão palco de manifestações brasileiras no decorrer desta semana.

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