Atos marcam um ano da prisão de Lula | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 07.04.2019
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Brasil

Atos marcam um ano da prisão de Lula

Em São Paulo, houve confusão entre manifestantes pró e contra o ex-presidente. Pelo menos 3.500 apoiadores se reuniram em Curitiba. Manifestações menores também ocorreram na Alemanha e em outras cidades do exterior.

Brasilien Lula da Silva, ehemaliger Präsident (Reuters/L. Benassatto)

Lula está preso desde 7 de abril de 2018 em Curitiba. Ele foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão

O aniversário de um ano da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (07/04) foi marcado por manifestações em diferentes cidades do Brasil e do exterior.

Pelo menos 16 capitais brasileiras foram palco de atos da Jornada Internacional Lula Livre. As manifestações mais expressivas ocorreram em São Paulo, Recife e em Curitiba, onde o ex-presidente permanece preso. 

Protestos menores contra a prisão também foram registrados em Londres, Paris, Melbourne (Austrália), Lisboa, Madri, Viena, Genebra e Buenos Aires. As imagens divulgadas pelos organizadores, no entanto, mostram que a maioria dos atos no exterior reuniu apenas algumas dezenas de pessoas.

Em São Paulo, ocorreram dois atos paralelos: um a favor do ex-presidente e outro pró Lava Jato em diferentes pontos Avenida Paulista. Houve confusão quando manifestantes de diferentes grupos se encontraram.

Integrantes de um grupo que gritou "Lula Livre” perto da manifestação pró Lava Jato, que estava concentrada no vão do Masp, foram agredidos. Houve ainda registro de xingamentos e empurrões. Câmeras registraram quando dois homens agrediram uma apoiadora do ex-presidente.

O ato pró-Lula contou com a presença de Guilherme Boulos, candidato derrotado do PSOL à Presidência no ano passado. Em discurso, ele chamou a decisão que condenou o ex-presidente de "farsa judicial”.

Em Curitiba, milhares de manifestantes se reuniram em frente à sede da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, onde o ex-presidente está preso desde abril de 2018. A Polícia Militar estimou que a manifestação reuniu 3.500 pessoas, já os organizadores contabilizaram 10 mil.

O ato contou com discursos de Fernando Haddad, o substituto derrotado de Lula nas últimas eleições presidenciais, e a presidente nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffmann, que leu uma carta enviada por Lula. A ex-presidente Dilma Rousseff não compareceu ao ato por razões de saúde. 

"Meus adversários procuram motivos para comemorar e não encontram. Estão cada vez mais ricos, mas sua fortuna obtida à custa do sofrimento de milhões de brasileiros não lhes traz felicidade", escreveu o ex-presidente na carta.

O protesto nas cercanias da sede da PF em Curitiba chegou a ser proibido pela Justiça durante a semana, mas acabou sendo liberado com restrições.

Exterior

Na Alemanha, apoiadores do ex-presidente convocaram manifestações em sete cidades: Hamburgo, Colônia, Munique, Bonn, Frankfurt, Tübingen e Berlim. Nenhuma das manifestações reuniu mais do que algumas dezenas de apoiadores. Na capital alemã, os manifestantes se reuniram na praça Hermannplatz, na região central de Berlim.

Em Paris, o ato a favor do ex-presidente reuniu algumas dezenas na Praça de Trocadero, perto da Torre Eiffel. No grupo estava o líder do partido de esquerda francês França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, que concorreu nas últimas eleições presidenciais do país. Ele fez um discurso de cerca de dez minutos.

"É uma circunstância inacreditável e nos enche de emoção saber que Lula está preso. Nós que o conhecemos de perto temos a impressão de que o destino o está castigando, após a doença, com a morte de entes queridos e a condenação a vários anos”, disse Mélenchon, segundo a emissora RFI.

Em Londres, os apoiadores do ex-presidente usaram um dos famosos ônibus de dois andares na manifestação. No veículo, foi estendida uma faixa com a frase "Lula, um prisioneiro político” em inglês. 

Lula está preso desde 7 de abril de 2018 em Curitiba. Ele foi condenado em segunda instância, em janeiro do ano passado, a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo que envolve um triplex no Guarujá. O ex-presidente nega as acusações.

No início de fevereiro, ele foi novamente condenado, em primeira instância, por corrupção e lavagem de dinheiro, desta vez no processo referente a reformas realizadas num sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. No total, Lula é réu em sete ações penais e ainda enfrenta duas denúncias criminais.

JPS/ots

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