Zimbabué: Líder da oposição já canta vitória | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 31.07.2018

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Internacional

Zimbabué: Líder da oposição já canta vitória

Enquanto zimbabueanos esperam a divulgação de resultados das eleições de segunda-feira, o líder da oposição, Nelson Chamisa, fala já em "vitória retumbante" nas assembleias apuradas. Mas Mnangagwa mantém-se otimista.

Líder da oposição, Nelson Chamisa, coloca o seu voto na urna nas eleições históricas de segunda-feira (30.07)

Líder da oposição, Nelson Chamisa, coloca o seu voto na urna nas eleições históricas de segunda-feira (30.07)

A espera por resultados oficiais é longa no Zimbabué e a tensão começa a crescer. Afinal, quem será o próximo líder do país? Tanto o Presidente interino Emmerson Mnangagwa como Nelson Chamisa, o candidato do partido da oposição MDC, clamaram vitória mas ainda não há qualquer resultado oficial.

Todas as atenções estão, por isso, voltadas para a Comissão Eleitoral do Zimbabué, que tem falado à imprensa e ao público, mas sem dar a informação que todos querem saber.

"Os resultados das presidenciais apenas serão anunciados quando a Comissão terminar de apurar os resultados de todas as assembleias de voto no Centro Nacional de Resultados", disse Priscilla Chigumba.

Chigumba apelou à compreensão e garantiu que a sua comissão está a fazer o melhor que pode. A organização já tinha avisado que os resultados oficiais só seriam anunciado sexta ou sábado, mas havia muita expetativa à volta de resultados preliminares que se esperava que saíssem hoje. Até porque Chigumba já partilhou que a contagem estava quase feita, apenas faltava a verificação dos resultados.

Ehemaliger Finanzminister Simbabwes Tendai Biti

Tendai Biti, do MDC, pede resultados oficiais à Comissão Eleitoral

Oposição quer resultados oficiais

Quem não está particularmente satisfeito com a prestação da Comissão Eleitoral são os membros da oposição, que fizeram saber que vão interpor uma ordem judicial para a divulgação dos resultados. Tendai Biti, membro sénior do partido da oposição, MDC, diz que este atraso é deliberado.

"Estamos seriamente preocupados com provas de interferência na vontade do povo que estão a ser demonstradas pelas autoridades. Por exemplo, há um atraso deliberado em anunciar formalmente os resultados”

Biti reitera que o seu partido venceu as eleições e garantiu que vão lutar pelos resultados.

"O povo do Zimbabué esperou pacientemente durante tanto tempo e resistiu à tentação de tomar medidas ilegais e inconstitucionais para chegar à mudança. Nós ganhámos as eleições, nós já agregámos os resultados, e os resultados mostram que nós ganhámos. Estamos agora desafiar, a pedir e a pressionar a Comissão Eleitoral a divulgar os resultados", disse.

Principais candidatos confiantes

O líder da oposição do Zimbabué, Nelson Chamisa, disse já na segunda-feira à noite (30.07) que estava a ter uma "vitória retumbante".

Chamisa escreveu na rede social Twitter que já estavam apurados os votos da "maioria" das mais de 10.000 assembleias de voto e que ele e o seu partido, o Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), "estão prontos para formar o próximo Governo."

Mas a contagem dos votos prosseguiu durante a noite. Segundo a Comissão Eleitoral do Zimbabué, a participação nas eleições desta segunda-feira rondou os 75% (nas eleições de 2013 ficou-se pelos 59%).

O principal rival de Chamisa, o Presidente interino Emmerson Mnangagwa, da União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica (ZANU-PF, na sigla inglesa), também comentou no Twitter que a informação que o partido estava a receber sobre a contagem era "extremamente positiva".

"Estou encantado com a alta participação eleitoral e com o empenho dos cidadãos até aqui", escreveu ainda Mnangagwa.

Mnangagwa e Chamisa frisaram, no entanto, que aguardam os resultados finais.

Longas filas

Na segunda-feira, a maioria das assembleias de voto no Zimbabué registou longas filas ao longo do dia, mas o escrutínio decorreu sem problemas e terminou no horário oficial, de acordo com as autoridades eleitorais. 

Ouvir o áudio 03:07

Zimbabué: Líder da oposição já canta vitória

A chefe da Comissão Eleitoral, Priscilla Chigumba, disse ainda que a contagem dos votos estava a ser feita "conforme as disposições da lei, na presença de observadores e membros da imprensa nas assembleias de voto."

No entanto, Elmar Brok, chefe da missão de observadores da União Europeia, observou que, em algumas assembleias de voto, muitos eleitores ficaram frustrados com atrasos na votação.

"Em alguns casos, a votação decorreu muito bem, mas em outros vimos desorganização. As pessoas ficavam aborrecidas e saíam. Não sabemos se isso é coincidência ou má organização", afirmou.

Eleições históricas

Estas são as primeiras eleições sem o nome de Robert Mugabe no boletim de voto em quase 40 anos.

Apesar de haver 23 candidatos à Presidência, as últimas sondagens apontavam para uma corrida acirrada entre o Presidente Emmerson Mnangagwa e o líder da oposição Nelson Chamisa.

Além de eleger o Presidente da República, na segunda-feira os zimbabueanos escolheram também 210 membros do Parlamento e mais de 9 mil conselheiros.

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