Somália elege novo Presidente | NOTÍCIAS | DW | 15.05.2022

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NOTÍCIAS

Somália elege novo Presidente

Após uma longa crise política e vários adiamentos, os legisladores somalis elegem hoje (15.05) um novo chefe de Estado, com 'Farmaajo', Presidente cessante, a concorrer a um segundo mandato. UE apela à reconciliação.

A Somália realiza eleições presidenciais neste domingo (15.05), mais de um ano após o mandato do atual chefe de Estado, Mohammed Abdullahi Mohammed Farmaajo, ter expirado e após uma prolongada crise política.

A Comissão Parlamentar Mista para as Eleições Presidenciais, composta por 17 legisladores de ambas as casas do Parlamento da Somália, anunciou a data das eleições a 5 de maio. 

As eleições ocorrem dois dias antes do prazo final fixado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para a realização do sufrágio e, assim, o país do Corno de África poderá continuar a receber apoio orçamental.

Estas eleições, há muito esperadas, são finalmente possíveis após a conclusão das eleições parlamentares e com a eleição dos presidentes da Casa dos Povos (Câmara Baixa) e do Senado em abril. 

Este foi um marco essencial para a realização de eleições presidenciais - para as quais concorrem cerca de 20 candidatos - que foram adiadas desde 2021, em várias ocasiões, devido a disputas políticas, desacordos entre clãs e alegações de irregularidades, apesar do mandato de Farmaajo ter expirado em fevereiro desse ano.

Os 54 senadores da Câmara Alta e 275 deputados da Câmara Baixa devem eleger o chefe de Estado, de acordo com a lei somali.

Somalia I Präsidentschaftswahlen

Cartazes dos candidatos presidenciais em Mogadíscio.

UE apela à reconciliação

O alto representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, pediu este domingo à Somália para se centrar na reconciliação e na paz. "Esperamos que as eleições presidenciais na Somália sejam pacíficas", escreveu Borrell, numa mensagem publicada na rede social Twitter, acrescentando que "a nomeação de um novo Presidente finalizará o processo eleitoral, que se atrasou muito". 

"Chegou a hora de os dirigentes da Somália se centrarem na reconciliação e na consolidação da paz", concluiu. 

O Presidente cessante, Mohammed Abdullahi Mohammed 'Farmaajo', concorre a um segundo mandato, numas eleições tão decisivas como esperadas.

O adiamento sistemático das eleições é uma distração dos problemas que o país enfrenta, tais como a luta contra o grupo terrorista Al-Shabab, que controla as zonas rurais do centro e do sul da Somália e que quer estabelecer um estado islâmico Wahhabi (ultraconservador).

A Somália tem estado numa situação de conflito e caos desde que o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado em 1991, deixando o país sem um governo eficaz e nas mãos de senhores da guerra e milícias islâmicas.

Segurança reforçada

Os 329 legisladores das duas câmaras do Parlamento vão proceder à eleição do próximo chefe de Estado na zona blindada do aeroporto internacional de Mogadíscio, sob estritas medidas de segurança para impedir atentados.

As autoridades somalis decretaram um recolher obrigatório na capital do país que entrou em vigor no sábado, véspera das eleições presidenciais, e terminará na segunda-feira.

Todas as ruas de Mogadíscio permanecerão encerradas e os centros comerciais estarão fechados até segunda-feira para garantir a segurança na capital, que vive sob a ameaça permanente da Al-Shabab.

Estas medidas juntam-se ao recolher obrigatório já declarado pela Missão de Transição da União Africana na Somália (ATMIS) no hangar do aeroporto internacional de Mogadíscio.

Na quarta-feira, um atentado suicida contra um posto de segurança do aeroporto da capital - onde se concentram os escritórios da ONU e as embaixadas da comunidade internacional - já tinha evidenciado a necessidade de reforçar a segurança do processo eleitoral.

Esperança por uma Somália melhor

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