Quenianos protestam contra corrupção | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 01.06.2018

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Internacional

Quenianos protestam contra corrupção

Centenas de quenianos foram para as ruas de Nairobi, esta quinta-feira, em protesto contra um dos maiores escândalos de corrupção dos últimos tempos - um rombo de 90 milhões de dólares no Serviço Nacional da Juventude.

A manifestação parou o trânsito na capital queniana. Centenas de pessoas foram para as ruas e protestaram contra a corrupção no país, empunhando cartazes com dizeres como "Parem esses ladrões" ou "O Quénia está a sangrar".

Ibrahim Abdi, um licenciado de 22 anos no desemprego, disse que, face ao escândalo no Serviço Nacional da Juventude, os jovens decidiram tomar medidas.

"Enquanto jovens, somos um grupo vulnerável. Queremos que o Governo traga de volta esse dinheiro e o invista nos jovens. Estamos perturbados e furiosos por causa disso", afirmou.

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Quenianos protestam contra corrupção

Segundo os últimos dados disponíveis do Instituto Nacional de Estatística do Quénia, sete milhões de quenianos estão atualmente desempregados.

A "roubar" o futuro aos jovens

Wanjeri Nderu, uma das organizadoras do protesto, acredita que o saque aos cofres públicos é uma das principais causas do desemprego jovem.

"O roubo que estão a fazer é o que está a matar os jovens", frisou Nderu. "É isso que está a negar aos jovens a oportunidade de conseguirem emprego. Se eles não estivessem a roubar, este país poderia ter indústrias. Estão a matar o futuro deste país todos os dias indo embora com dinheiro que é destinado à juventude."

Outro manifestante e ativista dos direitos humanos, Al Amin Kimathi, lamentou que políticos, empresários, bancos e empresas estejam a "saquear desenfreadamente" as riquezas do país: "Os nossos inimigos são um pequeno grupo de elites privilegiadas que acumularam grande riqueza a partir dos recursos públicos. Não trabalharam e produziram essa riqueza."

Kenia Päsident Kenyatta

Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta

O serviço de investigação criminal do Quénia disse que, pelo menos, seis bancos estiveram envolvidos no roubo dos fundos públicos. Pelo menos 30 dos 54 principais suspeitos foram levados a tribunal, incluindo a secretária principal de Assuntos da Juventude do Ministério do Serviço Público, Lilian Omollo, e o diretor-geral do Serviço Nacional da Juventude, Richard Ndubai. As acusações contra eles incluem corrupção, mas também fraude e abuso de poder.

O Quénia é considerado um dos países mais corruptos do mundo, classificado na posição 143 entre os 180 países listados no índice de corrupção anual da Transparência Internacional.

O Presidente Uhuru Kenyatta, há muito criticado por não agir contra a corrupção, prometeu que o seu Governo não poupará esforços para processar funcionários corruptos. Garantiu também que todos os fundos roubados serão recuperados e redirecionados para os seus propósitos originais de desenvolvimento.

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