Quatro mortos em confrontos entre manifestantes e polícia na RDC | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 21.12.2021

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Internacional

Quatro mortos em confrontos entre manifestantes e polícia na RDC

Pelo menos quatro pessoas foram mortas na segunda-feira em confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança da República Democrática do Congo (RDC) na cidade de Goma, confirmou a polícia.

"De acordo com um relatório provisório, quatro pessoas foram mortas, incluindo um agente da polícia, um motorista de táxi, um bebé e um homem não identificado", disse o porta-voz da polícia, coronel Pierrot Mwanamputu, numa conferência de imprensa em Kinshasa, na segunda-feira (20.12).

"Os manifestantes levaram três armas da polícia. Eram AK-47. Também temos 17 feridos, incluindo cinco polícias", acrescentou Mwanamputu.

Os confrontos começaram depois de a polícia ter empurrado manifestantes para impedir os jovens de erguerem barricadas para obstruir o tráfego, de acordo com relatos de testemunhas oculares citados pelos meios de comunicação locais.

Demokratische Republik Konog | Unruhen in Goma

Aparato policial em Goma, capital da província do Kivu Norte onde vivem 70.000 habitantes

Acordo polémico com o Ruanda

As relações da RDC com o Ruanda têm sido bastante intensas nos últimos 30 anos, com o Ruanda a acusar o Congo de dar abrigo a Hutus
responsáveis pela realização do genocídio ruandês de 1994.

Na semana passada, as autoridades da RDC assinaram um acordo com a polícia ruandesa para permitir aos agentes ruandeses patrulharem e realizarem operações policiais em solo congolês.

Esta aliança perturbou muitos congoleses, pois desde 1997 a ONU tem acusado repetidamente o Ruanda de estar ligado a alguns grupos rebeldes que operam no leste da RDC.

Muitos residentes de Goma encaram o acordo com desconfiança. O comissário geral da polícia nacional congolesa disse aos jornalistas, no fim-de-semana, que não há polícias ruandeses dentro da RDC.

O leste da RDC está mergulhado num conflito alimentado por milícias rebeldes e ataques de soldados do exército, apesar da presença da missão de manutenção da paz da ONU, com mais de 14.000 soldados destacados no país.

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