Propaganda da FRELIMO domina campanha em Inhambane | Moçambique | DW | 04.10.2018
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Moçambique

Propaganda da FRELIMO domina campanha em Inhambane

A poucos dias do fim da caça ao voto, a propaganda da FRELIMO é a que mais se tem imposto em Inhambane, no sul de Moçambique. Partidos da oposição queixam-se da destruição dos seus cartazes nas ruas por pessoas de má fé.

Nas cinco autarquias da província de Inhambane, a Frente de Libertação de Mocambique (FRELIMO) tem dominado a campanha eleitoral para as autárquicas de 10 de outubro com material de propaganda nas ruas, ao contrário dos partidos da oposição.

José Madeira, cabeça de lista do Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO), disse à DW África que os panfletos estão a ser rasgados ou retirados dos locais por pessoas que não entendem o significado da democracia. "Eles veem aqueles panfletos como se fosse de uma pessoa e não de um partido. As pessoas entendem mal e estão a rasgar coisas dos cabeças de lista", conta.

Apoiantes da RENAMO ameaçados

Mamud Beny, porta-voz do e mandatário da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) em Inhambane, afirma que esses atos de vandalismo já foram participados às autoridades que estão administrar o sistema eleitoral, mas estes não fazem cumprir a lei: "Apresentamos estes factos. Estamos a falar de alguns panfletos que estão nos sinais luminosos e instituições públicas do Estado."

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Propaganda da FRELIMO domina campanha em Inhambane

O porta-voz nacional da RENAMO, José Manteigas, disse esta quinta-feira (04.10) em Inhambane que muitos membros do partido, principalmente funcionários públicos, estão a ser ameaçados pelo governos locais por apoiarem a campanha da oposição. "Um pouco por todo o país têm estado a hostilizar, ameaçar e chantagear funcionários públicos", lamentou.

A FRELIMO diz que não tem nada a lamentar. E intensifica a caça ao voto, com promessas de continuidade. O governador de Inhambane, Daniel Chapo, tem reforçado a campanha do partido, usando viaturas do Estado.

Falsas promessas

José Sinequinha, cabeça de lista do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na cidade de Maxixe, afirma que a população está cansada das falsas promessas do partido no poder e, por isso, está confiante na mudança nestas eleições. "O povo diz que já está cansado da governação da FRELIMO, isso encoraja-nos e galvaniza-nos, significa que a oposição tem terreno fértil", sublinha o candidato.

O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) em Inhambane, Mateus Roberto, confirmou à DW que recebeu queixas da oposição sobre a retirada do material de propaganda nas vias públicas por desconhecidos, mas diz que a culpa é… do vento.

"Quanto à vandalização, aquela ventania que se fez no terceiro dia da campanha pode ter sido causadora desses panfletos que tiveram de voar, rasgaram-se devido à colagem não muito eficiente", diz.

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