Partido de Merkel sofre derrotas históricas em duas eleições estaduais | Alemanha decide | DW | 15.03.2021

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Alemanha decide

Partido de Merkel sofre derrotas históricas em duas eleições estaduais

O partido da chanceler Angela Merkel sofreu este domingo duas pesadas derrotas. A União Democrata Cristã (CDU) obteve os piores resultados de sempre tanto no estado de Baden-Württemberg, como na Renânia-Palatinado.

Landtagswahl in Rheinland-Pfalz - Dreyer

A Renânia-Palatinado, continua aos comandos da primeira-ministra Malu Dreyer (SPD)

Os Verdes em Baden-Württemberg e os sociais-democratas, do SPD, na Renânia-Palatinado afirmaram-se claramente como a força mais forte naquelas que foram as primeiras eleições estaduais deste ano na Alemanha.

Em Baden-Württemberg, os Verdes do primeiro-ministro Winfried Kretschmann obtiveram 32,6%, mais 2,3 pontos percentuais em relação a 2016, enquanto que a CDU ficou-se nos 24,1%, de acordo com os dados provisórios até então divulgados.

Já na Renânia-Palatinado, a primeira-ministra Malu Dreyer, do SPD, venceu claramente as eleições estaduais e o CDU registou também uma baixa histórica.

Segundo os resultados oficiais preliminares, o SPD obteve 35,7% do eleitorado enquanto que a CDU ficou-se pelos 27,7% (- 4,1 pontos do que nas últimas eleições).

"Desejámos resultados diferentes”

Paul Ziemiak, o secretário-geral dos conservadores foi um dos primeiros a reagir.

"Para ser franco, esta não é uma boa noite de eleições para a CDU. Desejámos resultados diferentes e melhores para estas eleições estaduais de Baden-Württemberg e Renânia-Palatinado", lamentou.

Deutschland I Landtagswahl in Baden-Württemberg I Die Grünen

Winfried Kretschmann dos Verdes permanecerá como primeiro-ministro em Baden-Württemberg

Ziemiak atribuiu os maus resultados do seu partido ao chamado "escândalo das máscaras", um caso de corrupção no qual estão envolvidos dois membros do parlamento alemão. A estes juntam-se, segundo alguns analistas, o descontentamento nacional para com o caos que tem sido a gestão da campanha de vacinação no país.

Novos cenários

As eleições deste domingo deixam alguns novos cenários em aberto. No estado de Baden-Württemberg, a vitória do partido Os Verdes de Winfried Kretschmann já era esperada. No entanto, e face aos resultados, o primeiro-ministro terá agora de escolher: continua a sua coligação com a CDU ou opta por formar governo com o SPD e o liberais do FDP.

Este domingo, após o anúncio dos resultados provisórios, Kretschmann agradeceu, mais uma vez, o voto de confiança da população.

"Baden-Wuerttemberg e os Verdes encaixam bem. Estou orgulhoso por, mais uma vez, os eleitores nos terem escolhido e feito de nós o partido mais forte. Isto em tempos difíceis, durante uma pandemia que nos obrigou a intervir na vida das pessoas de uma forma importante”, disse.

Finanzminister Olaf Scholz nach Ecofin

"Quero tornar-me chanceler da Alemanha e hoje ficou claro que isto também é possível", Olaf Scholz

Já na Renânia-Palatinado, e apesar de uma ligeira queda, os sociais-democratas sob o comando de Malu Dreyer voltaram a afirmar-se a força mais forte, com cerca de 36% dos votos. A líder mostrou-se satisfeita.

"Como já disse anteriormente, uma vitória eleitoral nestes moldes dá-nos alento. Este é certamente um resultado importante para as eleições legislativas".

O mesmo frisou também o líder do SPD, Olaf Scholz, que é também Ministro das Finanças do atual governo de Angela Merkel e candidato às legislativas de setembro.

"Tenho a certeza de que, com estes resultados, todos compreenderam que muitas coisas são possíveis. Quero tornar-me chanceler da Alemanha, e hoje ficou claro que isto também é possível".

Em ambos o estado da Alemanha assistiu-se também a uma descida no apoio ao partido de extrema-direita AfD (Alternativa para a Alemanha).

Estas votações para as novas legislaturas estaduais nos Estados de Baden-Wuerttemberg e Renânia-Palatinado deram início a uma maratona eleitoral que culmina nas eleições legislativas em 26 de setembro. A votação nacional (legislativas) determinará quem sucederá a Merkel.

Assistir ao vídeo 04:29

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