ONU termina missão de paz na Libéria | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 23.03.2018

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Internacional

ONU termina missão de paz na Libéria

As tropas das Nações Unidas deixam a Libéria no próximo dia 30 de março, depois de nos últimos 15 anos terem ajudado a restaurar a paz e a estabilidade. Liberianos reconhecem o impacto missão de paz da ONU no país.

A Libéria continua o seu caminho rumo à mudança. No final de 2017, elegeu George Weah, ícone do mundo do futebol, para a presidência do país. Agora, e depois de quase 15 anos, chega ao fim a Missão das Nações Unidas na Libéria (UNMIL).

Quando os "capacetes azuis" chegaram ao país, o país vivia dias sombrios e a Libéria era vista como a região mais preocupante do continente africano. Mas passada uma década, a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) ajudou a restaurar a paz e a estabilidade. 

E os liberianos reconhecem o impacto das Nações Unidas no país. "Quero agradecer à ONU porque esteve aqui durante a nossa crise. Tivemos umas eleições bem sucedidas e temos agora um novo governo", destaca Mohammad Sambola.

Ouvir o áudio 03:02

ONU termina missão de paz na Libéria

Também o cidadão Yassa Brown concorda que a ONU teve um grande impacto na Libéria. "Trouxe aos liberianos a oportunidade de voltar à escola e a esperança num futuro melhor", afirma.

"Sei que as Nações Unidas não podem continuar aqui, mas continuaremos a resolver os nossos problemas", diz ainda a liberiana Rachel Parker em entrevista à DW África.

Segurança nas mãos do Governo

O fim da missão das Nações Unidas deixa agora a segurança da nação nas mãos do governo. A participar numa conferência no país, a secretária-adjunta da ONU, Amina Mohammed, pediu esta quinta-feira (22.02) a implementação das recomendações da Comissão da Verdade e Reconciliação, criada em 2009.

Amina Mohammed advertiu ainda que a paz "permanecerá frágil" na Libéria, enquanto as pessoas se sentirem excluídas da vida económica e política do país e enquanto a corrupção enfraquecer a confiança nas instituições".

O analista Samuel Korga frisa a importância da intervenção da ONU na Libéria, lembrando que, nos últimos 15 anos, o país levou a cabo três eleições bem sucedidas. Mas alerta também para a necessidade de se preencher a lacuna que a saída da UNMIL deixa no país.

"Um dos problemas que poderá surgir é uma crise financeira, porque a maioria dos funcionários da missão da ONU comprava os seus produtos aqui, alugava as suas casas a habitantes da Libéria, e por isso a sua partida pode ter alguma influência na economia", explica.

Entre 2003 e 2018, integraram a missão da ONU na Libéria 126 mil militares, 16 mil polícias e 23 mil funcionários. Apesar do contributo para a restauração da paz no país, a missão fica, no entanto, manchada pela denúncia de casos de violência sexual.

Leia mais