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Ministro das Finanças vence eleições presidenciais no Benim

Redação DW África com AFP, Reuters
14 de abril de 2026

Romuald Wadagni, ministro das Finanças do Benim, obteve uma vitória esmagadora nas eleições presidenciais deste domingo, com 94% dos votos, de acordo com os resultados provisórios divulgados pela comissão eleitoral.

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O candidato Romuald Wadagni venceu as eleições presidenciais do Benim
Romuald Wadagni venceu as eleições presidenciais do Benim num leque restrito de candidatosFoto: Yanick Folly/AFP/Getty Images

Romuald Wadagni, candidato da aliança entre a União Progressista para a Renovação (UPR) e o Bloco Republicano (BR), é o vencedor das eleições presidenciais no Benim, segundo os resultados preliminares, baseados em mais de 90% dos votos apurados, divulgados na segunda-feira (13.04) pela comissão eleitoral (CENA).

Wadagni, de 49 anos, já era apontado como candidato preferido após ter recebido o apoio do Presidente cessante, Patrice Talon.

Talon, o homem mais rico do Benim, foi impedido de se recandidatar às presidenciais após ter cumprido dois mandatos de cinco anos.

Adversário reconhece a derrota

Enquanto ministro das Finanças, Wadagni supervisionou uma década de crescimento consistente superior a 6% ao ano. Fez campanha com a promessa de dar continuidade a este crescimento na que é considerada uma das democracias mais estáveis da África Ocidental, apesar de uma tentativa falhada de golpe de Estado em dezembro de 2025.

Este já tinha admitido a derrota enquanto a contagem dos votos ainda decorria. "A Romuald Wadagni, apresento as minhas felicitações republicanas. A democracia exige respeito mútuo e a capacidade de superar as divisões partidárias", afirmou Hounkpe.

Cartaz eleitoral do candidato à presidência Paul Hounkpe, em Cotonou
O adversário Paul Hounkpe reconheceu a derrota enquanto decorria ainda a contagem dos votosFoto: Abadjaye Justin Sodogandji/AP Photo/picture alliance

Eleições "pacíficas"

O presidente da comissão eleitoral CENA, Sacca Lafia, afirmou que as eleições decorreram de forma "pacífica".

Uma plataforma de monitorização eleitoral criada por grupos da sociedade civil registou cerca de cem "alertas" de incidentes, segundo a agência noticiosa AFP.

Os casos envolveram secções de voto que abriram mais cedo ou onde as urnas pareciam estar cheias antes do início da votação.

A missão de observação eleitoral da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) elogiou "a atmosfera pacífica" e "o bom desenrolar das eleições".

Cerca de 7,9 milhões de pessoas tinham direito a votar, tendo sido registada uma afluência às urnas em todo o país de 58,75%, de acordo com a comissão eleitoral.

A afluência foi muito mais baixa na capital, Porto-Novo, onde variou entre 20% e 40% em algumas mesas de voto.

Entraves à oposição

No entanto, antes das eleições analistas observaram que Talon tinha restringido sistematicamente a participação política durante a sua presidência através de uma série de medidas.

O maior partido da oposição, Les Democrats, não constava dos boletins de voto, por exemplo.

As alterações constitucionais promulgadas no ano passado fizeram com que o partido não conseguisse conquistar nenhum lugar nas eleições legislativas de janeiro.

No âmbito destas alterações, os candidatos presidenciais tinham também de ser apoiados por membros da Assembleia Nacional. No entanto, sem qualquer representante no Parlamento, o líder dos Democratas, Renaud Agbodjo, não conseguiu obter um número suficiente de apoios.

"Dadas as barreiras à participação dos partidos da oposição, a corrida eleitoral de 2026 começa com um campo de jogo desequilibrado", concluiu uma análise do Centro Africano de Estudos Estratégicos, parte do Departamento de Defesa dos EUA, antes das eleições.