Militares da SADC em Cabo Delgado dizem estar ″totalmente operacionais″ | Moçambique | DW | 03.09.2021

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Moçambique

Militares da SADC em Cabo Delgado dizem estar "totalmente operacionais"

Declaração surge após reportagem analisar diferenças de comportamento entre tropas do Ruanda e da África Austral. Missão da SADC confirma captura de insurgente e apreensão de veículos, armas e documentos a sul de Mbau.

A missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral em Moçambique (SAMIM, na sigla em inglês) divulgou uma nota à imprensa na qual informa estar "totalmente operacional" em Cabo Delgado. No comunicado, a SAMIM assegura ao povo de Moçambique e dos outros países da SADC o compromisso coletivo de tornar Cabo Delgado "pacífico, estável e seguro". 

As forças da SADC estacionadas na província dizem que têm "conduzido operações dentro da sua área de responsabilidade, designada em estreita coordenação com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM)".  

A nota publicada pela SADC surge depois de uma matéria publicado pela DW África analisar a atividade conjunta de militares ruandeses e moçambicanos e a postura das forças da SAMIM. 

Como resultado da atuação dos militares da SADC, segundo a nota, as forças da SAMIM invadiram um esconderijo de insurgentes em Muera, a sul de Mbau, no último sábado (28.08). A operação teria resultado na captura de um insurgente e na apreensão de veículos, armas e documentos. O homem capturado foi entregue às FADM, e os documentos partilhados com outras forças para trabalhos de inteligência. 

Ruanda | Kigali | Ruandische Militärtruppen

Tropas ruandesas (foto) e moçambicanas têm assumido protagonismo

Preocupação com direitos humanos 

A nota da SAMIM lembra a perda recente de dois de seus integrantes. No sábado (28.08), um militar tanzaniano num incidente envolvendo um avião. Em julho, um militar do Botswana faleceu num acidente com um veículo motorizado.  

A nota da SAMIM dá a conhecer que os militares da SADC trabalham em conexão com atores não militares, incluindo instituições estatais e não estatais - como o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) em Pemba. 

Com o OCHA, a SAMIM espera preparar-se para intervenções humanitárias. Os militares da SADC, segundo a nota, estariam engajados com membros do escritório da agência da ONU na formação para lidar com "desafios” durante a missão – como questões de violações dos direitos humanos e relacionadas a mulheres e crianças. 

Nota sublinha atribuições da missão

A SAMIM recebeu o mandato na cimeira da SADC a 23 de junho. "As forças SAMIM foram lançadas pela SADC e pela nação anfitriã no dia 9 de agosto de 2021 e alcançaram agora plena capacidade operacional, bem como algum sucesso", diz a nota. 

A SAMIM recorda que seu mandato prevê o apoio a Moçambique no combate a atos de terrorismo e extremismo violento, neutralizando a ameaça e restaurando a segurança, a fim de criar um ambiente seguro. Os militares da SADC também devem apoiar Moçambique para reforçar a paz, manter a segurança e restaurar a lei e a ordem nas áreas conflagradas de Cabo Delgado. 

Além disso, a SAMIM tem o objetivo de prestar apoio aéreo e marítimo a fim de melhorar as capacidades operacionais das FADM, fornecer logística, treino e apoio ao Governo moçambicano - em colaboração com suas agências humanitárias - para continuar a ajudar a população afetada.

Assistir ao vídeo 00:40

Imagens das tropas sul-africanas em Cabo Delgado

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