Eleições em Portugal: Socialistas vencem legislativas e devem formar Governo | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 07.10.2019
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Internacional

Eleições em Portugal: Socialistas vencem legislativas e devem formar Governo

O Partido Socialista venceu de forma expressiva as legislativas portuguesas e deve formar Governo, embora sem maioria absoluta. Votação em Portugal também foi marcada pela eleição de deputados afrodescendentes.

António Costa, primeiro-ministro e candidato do PS

António Costa, primeiro-ministro e candidato do PS

Mesmo sem maioria absoluta, o Partido Socialista (PS) é o principal vencedor das eleições legislativas deste domingo (06.10), em Portugal, com 36 por cento dos votos, tendo à cabeça António Costa, que deverá formar Governo nos próximos dias.

"Assumimos esse encargo com determinação, alegria e elevado sentido da responsabilidade de termos de cumprir como cumprimos nestes quatro anos os compromissos que assumimos perante as portuguesas e os portugueses", afirmou o primeiro-ministro António Costa.

Ouvir o áudio 02:54

Eleições em Portugal: Socialistas vencem legislativas e devem formar Governo

Romualda Fernandes, de origem guineense, que ocupou a 19ª posição na lista do PS de António Costa pelo círculo de Lisboa, tem motivos para festejar. "A minha primeira reação é de muita felicidade e também de muitos agradecimentos aos portugueses e às portuguesas das diferentes origens", disse a deputada eleita.

Fernandes ressaltou que vai estar "atenta a todas as questões relacionadas com a exclusão social, não só relativamente às pessoas de ascendência africana, os afrodescendentes, mas de todas as pessoas que se encontram em situação de exclusão social".

Guineense abre caminho ao LIVRE

Entre os afrodescendentes que integraram as listas partidárias, destaque para Joacine Moreira, também de origem guineense, que entra diretamente para o Parlamento dando ao LIVRE uma vitória histórica, como referiu o líder do pequeno partido, Rui Moreira: "O LIVRE estará na Assembleia da República com uma agenda ambiciosa, de justiça social, justiça ambiental e uma nova estratégia de futuro para o país, para falar com toda a esquerda".

Joacine Moreira, que batalhou pela visibilidade dos afrodescendentes, falou emotiva dos desafios do futuro, afirmando que "as reivindicações das minorias, quaisquer que sejam, são aquelas que vão reforçar a democracia em Portugal".

Na longa noite eleitoral, Beatriz Gomes Dias, luso-guineense nascida no Senegal, também tem razões para comemorar, pela posição reforçada que o seu partido, Bloco de Esquerda – liderado por Catarina Martins –, conseguiu alcançar agora como a terceira força política no Parlamento português.

De acordo com Dias, o seu "compromisso é com o programa que nós apresentamos às eleições, que é um programa de uma luta intransigente contra a discriminação racial, pela igualdade e pela democracia".

Por seu lado, o luso-angolano, Nuno Carvalho, que concorreu como cabeça de lista pelo círculo de Setúbal, é outro eleito entre os futuros deputados do Partido Social Democrata (PSD).

Maior abstenção e "derrota histórica"

De referir que nestas eleições, em que participaram 21 partidos políticos, a abstenção subiu dos 44 por cento em 2015 para os 45 por cento agora em 2019.

O novo Parlamento português mudará de configuração com a entrada de três pequenos partidos, a saber: o CHEGA, Iniciativa Liberal e LIVRE, que elegeram um deputado cada. No entanto, embora o líder social-democrata, Rui Rio, não o tivesse admitido, analistas consideram que esta foi uma "noite eleitoral amarga" para a direita, que sofreu uma "derrota histórica".

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