Donativos estrangeiros recebidos por Cabo Verde caem quase 40% até abril | Cabo Verde | DW | 28.06.2021

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Cabo Verde

Donativos estrangeiros recebidos por Cabo Verde caem quase 40% até abril

Transferências de governos estrangeiros para Cabo Verde diminuem quase 40% nos primeiros quatro meses do ano, indicam dados do Ministério das Finanças. Para enfrentar crise, país renegocia dívida com França.

De acordo com um relatório sobre a execução orçamental de janeiro a abril, esse desempenho compara com os 766 milhões de escudos (quase sete milhões de euros) em transferências recebidas por Cabo Verde no mesmo período de 2020.

Trata-se de uma quebra de 39,8% em termos homólogos, que compara com o período anterior aos efeitos internacionais da pandemia de Covid-19.

Em causa estão transferências para Cabo Verde feitas por governos estrangeiros em ajuda orçamental, alimentar e de donativos diretos, mas também por parte de organizações internacionais e das administrações públicas.

De janeiro a abril de 2021, Cabo Verde recebeu apenas 11,4% dos 4.050 milhões de escudos (36,6 milhões de euros) que o Governo orçamentou como previsão para todo o ano.

A agência de notícias Lusa noticiou anteriormente que Cabo Verde garantiu pouco mais de 60% das transferências em donativos de governos estrangeiros e instituições internacionais com que contava em 2020, totalizando 47 milhões de euros, uma quebra de 16,3% face a 2019.

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Cabo Verde vive uma profunda crise económica causada pela pandemia de Covid-19 e a ausência de turismo

De acordo com dados anteriores do Ministério das Finanças, o país recebeu em 2018, com transferências de donativos internacionais, 2.575 milhões de escudos (23,2 milhões de euros), valor que disparou para 6.238 milhões de escudos (56,4 milhões de euros) em 2019.

Em 2020, esse valor caiu para 5.224 milhões de escudos (47,2 milhões de euros), segundo o mesmo relatório do Ministério das Finanças, que refere tratar-se de uma taxa de execução de 61%.

França poupa 3,6 milhões de euros à dívida

Cabo Verde prevê poupar este ano 3,6 milhões de euros com o acordo para o reescalonamento da dívida pública contraída com empréstimos concedidos pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), disse o vice-primeiro-ministro.

De acordo com Olavo Correia, que é também ministro das Finanças cabo-verdiano, em causa está um acordo assinado na semana passada entre Cabo Verde e a República francesa, "ao nível da moratória no pagamento do serviço da dívida externa" do arquipélago, que enfrenta uma profunda crise económica devido à pandemia de Covid-19 provocada pela ausência de turismo.

"Este protocolo representa um engajamento muito forte da França com Cabo Verde, ajudando-nos, nesta fase, no reescalonamento da dívida", afirmou Olavo Correia.

Acrescentou que a dívida abrangida pelo protocolo é constituída pelos empréstimos concedidos pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

"Estamos a falar de uma poupança de mais de 1,8 milhões de euros, por semestre, representando mais de três milhões de euros durante o corrente ano. Daí o nosso total reconhecimento, em nome do Governo de Cabo Verde, à República francesa e de todos os contribuintes franceses", afirmou o governante.

O acordo foi assinado com Cabo Verde através do embaixador de França na Praia, Olivier Almeras, com quem Olavo Correia abordou ainda o tema da dívida externa cabo-verdiana, numa altura em que o Governo está a preparar um processo para pedir o seu perdão ou reestruturação junto dos parceiros internacionais.

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