CPLP quer apostar no comércio com economias emergentes | NOTÍCIAS | DW | 17.07.2013
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NOTÍCIAS

CPLP quer apostar no comércio com economias emergentes

Nesta quarta-feira (17.07.), a CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa celebra 17 anos de existência, com o seu empresariado a assumir o compromisso de inovação e expansão para novos mercados.

Membros da CPLP numa conferência

Membros da CPLP numa conferência

Os empresários da CPLP, a Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa, assumiram esta quarta-feira (17.07.), em Maputo, o compromisso de incrementarem as trocas comerciais entre si, captar novos investimentos e melhorar os negócios.

Esta posição foi defendida durante o primeiro encontro económico e empresarial público-privado do grupo que tinha como objetivo explorar oportunidades de negócios entre os países membros da organização.

O moçambicano Salimo Abdula é o novo presidente da Confederação empresarial da CPLP, e apresentou aos microfones da DW África as ideias do grupo lusófono: "Pretendemos dinamizar e capitalizar em nome dos empresários dos países da CPLP com outras plataformas, nomeadamente a China e a Índia de forma aproveitarmos grandes oportunidades de negócios de maneira coletiva e mais robusta."

Logotipo CPLP. Moçambique preside o grupo até meados de 2014

Logotipo CPLP. Moçambique preside o grupo até meados de 2014

A união faz a força

O ex-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique lembra ainda que a união faz a força: "Todos países, sozinhos, somos mais fracos, do que numa confederação forte em que podemos fazer valer a língua como uma grande vantagem, mas também a cultura empresarial que nos une."

Os empresários pretendem através do reforço da cooperação dinamizar o desenvolvimento dos Estados membros.

O Brasil destaca-se

O Brasil, um dos países que se destaca no cenário mundial entre as nações em desenvolvimento, manifestou de imediato disponibilidade para transmitir a sua experiência.

Soraya Rozar, da Confederação nacional da indústria do Brasil, deu exemplos da cooperação com um dos outros membros da CPLP: "Temos uma vasta experiência no Brasil, por ser um país-continente, e podemos trazê-la para os países africanos em termos de cooperação. Já há coisas que estão a ser feitas aqui em Moçambique, inclusive. Por exemplo, a Vale está com um grande projeto que não é meramente um projeto de investimento e comércio, mas que vai além, com toda uma questão de responsabilidade social", sublinhou Soraya Rozar.

Rogério Manuel, Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, afirma por seu lado que o seu país tem muito a oferecer e a receber: "Moçambique é um país com muitas oportunidades, diria que em todos os sectores económicos Moçambique considera-se ainda virgem. Portanto, existem oportunidades para investimentos em todas as áreas."

Os desiquilibrios económicos e as grandes distâncias geográficas que separam os países membros têm sido apontados como alguns obstáculos à integração dos oito países da CPLP, uma organização que completou esta
quarta-feira (17.07.) 17 anos da sua criação.

A natureza é um elemento favorável para São Tomé e Príncipe, pois pode atrair grandes investimentos

A natureza é um elemento favorável para São Tomé e Príncipe, pois pode atrair grandes investimentos

Ainda falta o essencial

Nelson Lima, da delegação de São Tomé e Príncipe, faz uma avaliação positiva da cooperação ao nível daquela comunidade: "Tenho uma avaliação um pouco positiva tendo em conta que tudo o que definimos aqui foi lindo, e por isso acho que o futuro tem um bom caminho."

O santomense cita alguns exemplos: "Temos o caso do projeto capoeira mas também outros que trouxeram benefícios para o meu país e por isso acho que igualmente acontece com os grandes projetos de outros países."

Ouvir o áudio 03:10

CPLP quer apostar no comércio com economias emergentes

Paulo Nascimento, da delegação Portuguesa, defende, igualmente, que a cooperação no espaço da CPLP está a ganhar uma dinâmica muito própria que tem a ver com o crescimento de um grupo de países da organização.

Mas Nascimento aponta alguns desafios que têm de ser ultrapassados: "A questão coletiva da estabilidade, que diria é o fator essencial e a boa governação, são essenciais para a promoção do desenvolvimento humano e do desenvolvimento económico."

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