Camarões: Principal partido da oposição apela a cessar fogo no país | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 11.05.2019
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Internacional

Camarões: Principal partido da oposição apela a cessar fogo no país

Num encontro com o primeiro-ministro camaronês, esta sexta-feira (10.05), o líder da Frente Social Democrática pediu também a libertação imediata de todos os presos políticos.

O líder da Frente Social Democrática (SDF, na sigla em inglês), Ni John Fru Ndi, e o primeiro-ministro Joseph Dion Ngute reuniram-se em Bamenda para debater soluções para os confrontos entre o exército e os separatistas anglófonos que fizeram já centenas de vítimas mortais. Neste encontro, Ni John Fru Ndi pediu também a nomeação de um mediador para resolver o conflito.

"Todos devem ser ouvidos. A Frente Social Democrática é por um debate político inclusivo sobre a crise", afirmou Jean Robert Wafo, membro do partido, acrescentando que uma "clara e inequívoca" posição contra a divisão do país tem de ser tomada.

Numa declaração a que as agências de noticias tiveram acesso, a oposição pede "um cessar-fogo imediato" e a desmobilização de todas as forças separatistas, "a libertação imediata de todos os presos políticos detidos como parte desta crise" e a nomeação de um mediador para preparar as negociações.

Kamerun Präsident Paul Biya (picture-alliance/AP Photo/Lintao Zhang)

Paul Biya

Independência não é negociável

Na quinta-feira (09.05), aquando da sua chegada a Bamenda, Dion Ngute afirmou que o Governo estava pronto para o diálogo com o intuito de resolver o conflito com os separatistas, mas enfatizou, no entanto, que a independência não está em cima da mesa. O primeiro-ministro disse também que o Presidente Paul Biya está aberto à "organização de um diálogo formal para resolver a crise sócio-política".

Atualmente, não existem canais de diálogo entre o Governo e os rebeldes.

Os confrontos entre as tropas governamentais e os separatistas anglófonos, que reivindicam a independência nas regiões Sudoeste e Noroeste dos Camarões, mataram já, desde 2017, centenas de pessoas e levaram mais de 500 mil a abandonar as suas casas. 

A Human Rights Watch (HRW) denunciou, recentemente, que as autoridades camaronesas têm torturado e mantido presos e incomunicáveis vários separatistas.

O Conselho de Segurança da ONU realizará a sua primeira reunião este mês para discutir o conflito separatista do país. 

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