Cabo Delgado: Homens armados assaltaram armazém ligado à ONU | Moçambique | DW | 30.04.2020

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Moçambique

Cabo Delgado: Homens armados assaltaram armazém ligado à ONU

Grupos armados em Cabo Delgado, norte de Moçambique, assaltaram armazém associado ao Programa Mundial para Alimentação no distrito de Quissanga. Foi o primeiro ataque documentado contra uma agência da ONU na província.

(Fotografia de arquivo)

(Fotografia de arquivo)

"O incidente ocorreu no dia 7 de abril, quando um grupo armado invadiu um armazém operado por um parceiro local do PAM e roubou alimentos", disse à agência de notícias Lusa o diretor interino do Programa Mundial para Alimentação (PAM) em Moçambique, James Lattimer, avançando que não houve vítimas mortais,  nem feridos durante a invasão.

No total, segundo a agência das Nações Unidas, 116.6 toneladas de cereais, leguminosas e óleo vegetal terão sido saqueadas no posto administrativo de Mahate e, segundo fontes locais contactadas esta quinta-feira (30.04) pela Lusa, os produtos terão sido distribuídos pela população de Quissanga.  

"Este é o primeiro caso documentado em que grupos armados invadiram deliberadamente um armazém humanitário", disse James Lattimer .

A assistência humanitária do PAM em Cabo Delgado visa 95.000 pessoas carenciadas nos distritos de Pemba, Metuge, Nangade, Macomia, Palma, Mueda e Montepuez, mas devido à situação de insegurança em março, a agência retirou ou seus funcionários dos pontos afetados pela violência, estando apenas um grupo de "funcionários essenciais" a coordenar o apoio a partir de Pemba, capital provincial.

"Devido às restrições de acesso e insegurança, no período de 1 a 25 de abril, a assistência humanitária alcançou apenas 39.500 beneficiários com cestas", afirmou James Lattimer.

Cabo Delgado, região onde avançam megaprojetos de extração de gás natural, vê-se a braços com ataques de grupos armados classificados como uma ameaça terrorista e que já provocaram a morte de, pelo menos, 500 pessoas nos últimos dois anos e meio. As autoridades moçambicanas contabilizam 162 mil afetados pela violência armada.

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