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Buscas no Tribunal em Maputo por cobranças ilícitas

11 de fevereiro de 2026

Diligências decorreram na sequência de uma participação do Tribunal Administrativo contra servidores públicos por suspeitas de cobranças ilícitas de valores e falsificação de vistos no processo de contratação pública.

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Tribunal Administrativo da Cidade de Maputo reitera que vai continuar a trabalhar com as instituições de Justiça para o esclarecimento de casos de corrupção envolvendo magistrados e responsabilização dos envolvidosFoto: Andreas Pulwey/picture alliance

O Tribunal Administrativo da Cidade de Maputo confirmou na quarta-feira (11.02), buscas nas suas instalações, no âmbito do processo-crime contra magistrados acusados de cobranças ilícitas e falsificação de vistos na contratação pública.

De acordo com o Tribunal Administrativo da Cidade de Maputo, as diligências, na terça-feira, decorreram na sequência de uma participação do Tribunal Administrativo (TA) contra servidores públicos, nomeadamente magistrados e membros das suas equipas, por suspeitas de cobranças ilícitas de valores e falsificação de vistos no processo de contratação pública, no âmbito do processo-crime que corre no Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).

Segundo a instituição, "o procedimento insere-se nas medidas que estão a ser adotadas na jurisdição administrativa, no âmbito da luta contra a corrupção, promoção da integridade e ética profissional".

Moçambique Maputo 2025 | Daniel Chapo
Em junho, o Presidente moçambicano pediu aos juízes para serem o "gume da faca no combate à corrupção"Foto: Carlos Uqueio/AP Photo/picture alliance

No documento divulgado, o Tribunal Administrativo da Cidade de Maputo reitera que vai continuar a trabalhar com as instituições de Justiça para o esclarecimento de casos de corrupção envolvendo magistrados e responsabilização dos envolvidos.

"Gume da faca no combate à corrupção"

Recorde-se que em junho, o Presidente moçambicano pediu aos juízes para serem o "gume da faca no combate à corrupção". Aquando da tomada de posse, na Presidência da República, em Maputo, de novos dirigentes dos tribunais Administrativo e Supremo, Daniel Chapo sublinhou que o desenvolvimento do país necessita de magistrados "comprometidos com a verdade".

"Não há desenvolvimento nem independência económica, que almejamos, sem justiça. E não há justiça sem juízes comprometidos com a verdade, com a legalidade e com o bem comum. Ou seja, sem juízes que sejam o gume da faca no combate à corrupção", disse o Presidente moçambicano.

Em dezembro, o chefe do Estado avisou também que o combate à corrupção avançará "custe o que custar", em todos os setores, e que ninguém ficará impune.

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