Brexit: Parlamento britânico chumba moção de censura ao Governo conservador de May | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 16.01.2019
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Internacional

Brexit: Parlamento britânico chumba moção de censura ao Governo conservador de May

O Parlamento britânico rejeitou esta noite (16.01.) uma moção de censura ao Governo conservador da primeira-ministra Theresa May, com 325 votos contra e 306 a favor.

UK Misstrauensvotum - Theresa May (picture-alliance/dpa/House Of Commons)

Theresa May

A moção foi apresentada pelo Partido Trabalhista, depois de a Câmara dos Comuns ter chumbado, por 432 votos contra e 202 a favor, o acordo negociado durante 17 meses pelo executivo de May com Bruxelas para a saída do Reino Unido da União Europeia ('Brexit') -- a pior derrota infligida a um governante britânico desde a década de 1920 -, quando faltam menos de três meses para a saída do Reino Unido da UE, marcada para 29 de março.

Submetida a votação esta noite (16.01.), a moção de censura, que o Governo venceu por uma margem de 19 votos, tinha poucas hipóteses de ser aprovada, já que o Partido Conservador de May e o pequeno partido unionista norte-irlandês DUP, seu aliado, apesar de ter abandonado a coligação e votado contra o acordo de 'Brexit', cerraram fileiras e dispõem, juntos, de maioria absoluta.

E agora?

Com a derrota do seu acordo no Parlamento, mas permanecendo no cargo após a vitória desta quarta-feira (16.01.), Theresa May tem até à próxima segunda-feira (21.01) para apresentar um plano alternativo para o Brexit – mas já enfrenta uma resistência interna do Partido Conservador.

Observadores notam que o mais provável é que May volte a negociar com a União Europeia em busca de mais concessões. Caso seja bem-sucedida, ela poderia apresentar uma nova versão do acordo ao Parlamento britânico, que faria outra votação. Mas tal cenário é extremamente improvável, uma vez que Bruxelas insiste que o acordo não pode ser renegociado.

Caso falhe o "plano B" de May, então provavelmente as conversações irão dentro da Câmara dos Comuns. No caso de um "plano C", por exemplo, os deputados poderiam identificar, por meio de uma série de votações, para quais aspetos do Brexit existe uma maioria.

Outro cenário seria o Partido Trabalhista recorrer a um segundo referendo sobre o Brexit e tentar obter um apoio suficiente do lado governamental, o que poderia reverter a decisão de 2016. No entanto, o tempo é cada vez mais escasso.

Numa carta enviada ao Governo britânico no início desta semana, líderes da União Europeia manifestaram-se disponíveis para alargar o prazo para o Brexit, atualmente definido para 29 de março. May, contudo, tem-se mostrado resistente a isso, mas pode ser forçada a fazê-lo. 

 

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