Bicicletas estão cada vez mais caras em Quelimane | Moçambique | DW | 03.05.2022

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Bicicletas estão cada vez mais caras em Quelimane

A bicicleta, principal meio de transporte na província moçambicana da Zambézia, está cada vez mais cara por causa da procura gerada após o agravamento das tarifas nos transportes. Consumidores queixam-se dos preços.

Quem é de Quelimane sabe andar de bicicleta. O visitante que não circula numa bicicleta-táxi não chegou a Quelimane. É o que se diz na capital provincial da Zambézia.

Quatro em cada cinco famílias dos bairros urbanos têm pelo menos uma bicicleta em condições mínimas para circular 25 quilómetros por dia. Muitos usam-nas para fazer de táxi e ganhar algum dinheiro.

Porém, nos últimos dias, não tem sido fácil adquirir uma bicicleta nova ou até em segunda mão. A procura pelo veículo é cada vez maior desde o recente agravamento das tarifas dos transportes convencionais e, além disso, os vendedores de bicicletas também subiram os preços.

Por exemplo, uma bicicleta singular de segunda mão, que antes estava a cinco mil meticais, já custa quase dez mil meticais (cerca de 142 euros), ou até mais dependendo da qualidade.

As bicicletas novas são mais concorridas. Mesmo sendo consideradas menos resistentes pelos taxistas, possuem bagageiras para o serviço de táxi, ciclismo ou transporte de carga. Estas custam atualmente o equivalente a 85 euros.

Vendedores de Quelimane subiram os preços das bicicletas

Vendedores de Quelimane subiram os preços das bicicletas

Preços a subir

Estes preços são contestados por muitos cidadãos que dependem da bicicleta, inclusive para trabalhar.

"Os vendedores subiram os preços [da bicicleta], por isso devemos subir os preços da prestação de serviço de bicicleta táxi para ganharmos alguma coisa. A bicicleta à venda custa 6 mil, custava 3 a 4 mil meticais, e agora está 6.500", queixa-se Hibraim Alfândega.

Francisco Espelho, de 58 anos de idade, diz que sustenta a família através da sua bicicleta há vários anos. "A vida está difícil dia após dia. As bicicletas estão a subir de preço de venda", conta à DW.

"Foi em 2007 que iniciei, primeiramente carregava farinha, da moagem para o mercado, no mesmo ano fiz a carta de condução de táxi de bicicleta. Até agora faço táxi com a minha bicicleta", recorda.

Os vendedores de bicicletas em Quelimane não quiseram comentar sobre o negócio atualmente.

Bicicletas para contornar a pandemia do coronavírus

Mais de 10 mil bicicletas em circulação

Por causa deste maior fluxo de bicicletas as autoridades da autarquia de Quelimane decidiram institucionalizar o ciclismo e criaram, em 2013, a ATAMOZ, a Associação de Taxistas da Zambézia.

O presidente da associação, António Bernardino, diz que há cada vez mais ciclistas e registo de novos membros, apesar do preço das bicicletas.

"Já estamos no 5.500 taxistas associados, o número tende a crescer por causa do desemprego. Há jovens que vêm de todos distritos da província da Zambézia para Quelimane" para trabalharem como taxistas, conta.

As bicicletas que mais se vendem em Quelimane são importadas da India, China e Itália. 

Estima-se que circulam diariamente mais de 10 mil bicicletas na capital provincial da Zambézia. Mais de metade estão registadas na associação dos taxistas. 

Leia mais