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Em países como a Tanzânia, albinos são perseguidos devido a crenças e superstições (foto de arquivo)Foto: picture-alliance/CTK/T. Junek

"É preciso travar raptos hediondos de albinos"

Sitoi Lutxeque (Nampula)
10 de setembro de 2015

Durante uma visita ao Centro de Maratane, na província nortenha de Nampula, um parlamentar moçambicano mostrou-se preocupado com o aumento dos raptos de albinos. E pediu mais denúncias.

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Só na semana passada, de acordo com dados fornecidos pela Associação "Amor à Vida" em Nampula, foram denunciados três novos casos de tráfico de pessoas com falta de pigmentação na pele: Dois na cidade de Nacala-Porto e um na cidade de Nampula. A polícia acaba de resgatar um albino e prendeu três cidadãos nacionais. Suspeita-se que cidadãos estrangeiros também tenham estado envolvidos nos sequestros.

"Queremos repudiar e condenar com veemência o crime contra os nossos concidadãos. É um crime hediondo", disse António Niquice, presidente da Comissão de Relações Internacionais do Parlamento moçambicano durante uma visita ao Centro de Refugiados de Maratane, no norte do país, esta quarta-feira (09.09).

Niquice sublinhou que Moçambique continuará a ser um país acolhedor de todos os estrangeiros que, por motivos de insegurança nos territórios de origem, são obrigados a fugir de suas casas. Mas observou que os mesmos "não podem, em nenhuma circunstância, atentar contra a vida dos moçambicanos".

Mosambik Sozialzentrum von Maratane
Centro Social de MarataneFoto: DW/S. Lutxeque

Direito ao bom nome

Os refugiados acomodados no Centro de Maratane lamentam a onda de raptos de albinos na região e dizem que o seu bom nome está a ser manchado. "Sentimo-nos muito mal ao acompanhar o problema na rádio e na televisão. Decidimos mandar o nosso representante para fazer desmentidos", afirmou Banzanba Posteri, responsável pela comunidade burundesa.

À semelhança do presidente da Comissão parlamentar de Relações internacionais, Banzanba Posteri pede a intervenção célere das autoridades governamentais para pôr termo aos raptos.

O Centro de Refugiados de Maratane foi criado em 2001. Atualmente, acomoda mais de 123 mil requerentes de asilo e refugiados, na sua maioria, oriundos da República Democrática do Congo, Burundi e Ruanda.

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