Twitter bane conta de Donald Trump permanentemente | Notícias internacionais e análises | DW | 09.01.2021

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Estados Unidos

Twitter bane conta de Donald Trump permanentemente

Empresa suspende perfil do presidente americano alegando risco de que ele use plataforma para incitar novos atos de violência. Facebook já havia suspendido as páginas de Trump pelo menos até a posse de Biden.

Celular com conta de Trump no Twitter

Twitter acredita que posts de Trump poderiam insuflar protestos armados

O Twitter baniu nesta sexta-feira (08/01) a conta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter identificado riscos de que ele volte a usar a rede social para incitar atos violentos.

A plataforma estava sob pressão crescente para tomar medidas adicionais contra Trump após a invasão do Capitólio na quarta-feira (06/01), que interrompeu temporariamente a sessão que certificaria a vitória de Joe Biden nas eleições de novembro e deixou cinco mortos.

O Twitter havia inicialmente suspendido a csonta de Trump por 12 horas, após ele ter postado um vídeo em que repetia afirmações falsas sobre fraude eleitoral e elogiava os seus apoiadores que invadiram o Congresso americano. Agora, a suspensão é permanente.

"Após análise cuidadosa de tuítes recentes da conta @realDonaldTrump e do contexto ao redor deles, decidimos suspender permanentemente a conta devido a riscos de novas incitações à violência", afirmou a rede social em um tuíte.

A decisão do Twitter retira de Trump um instrumento poderoso que ele vinha usando por mais de uma década para se comunicar diretamente com os americanos. Ele usou o Twitter para comunicar mudanças em políticas governamentais, desafiar opositores, insultar inimigos, elogiar aliados e a ele mesmo, além de espalhar desinformação, flertar com o incentivo à violência e atacar, em letras maiúsculas, pessoas que eram objeto de sua ira.

Durante muito tempo, o Twitter deu a Trump e a outros líderes mundiais um salvo-conduto para escapar de suas regras destinadas a coibir ataques pessoais, discurso de ódio e outros comportamentos. Mas, em uma explicação detalhada postada em seu blog na sexta-feira, a empresa disse que tuítes recentes do presidente americano expressavam glorificação da violência, quando lidos no contexto da invasão do Capitólio e de planos que estão circulando na internet para futuros protestos armados relacionados à posse de Biden, no dia 20 de janeiro.

Nesses posts, Trump afirmou que não iria participar da posse de Biden e se referiu aos seus apoiadores como "Patriotas americanos", dizendo que eles terão "uma voz imensa no futuro". Para o Twitter, essas afirmações "têm o potencial de inspirar outros a replicar os atos violentos que ocorreram em 6 de janeiro de 2021, e há diversos indícios de que eles estão sendo lidos e interpretados como um incentivo a fazer isso".

A empresa afirmou que "planos para futuros protestos armados já começaram a proliferar dentro e fora do Twitter, incluindo a proposta de um segundo ataque ao Capitólio e a outros edifícios oficiais em 17 de janeiro de 2021".

O Twitter afirmou que sua política de uso autoriza líderes mundiais a falar com o público, mas que suas contas "não estão totalmente acima de nossas regras" e não podem usar o Twitter para incitar a violência. Trump tinha cerca de 89 milhões de seguidores.

Em função do teor dos posts recentes do presidente americano, o Facebook, que também controla o Instagram, já havia tirado no ar, na quinta-feira, as páginas de Trump em ambas as redes sociais até pelo menos Biden tomar posse como presidente.

BL/ap