Trump recua da suspensão de vistos de estudantes estrangeiros | Notícias internacionais e análises | DW | 14.07.2020
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Estados Unidos

Trump recua da suspensão de vistos de estudantes estrangeiros

Presidente queria que estrangeiros matriculados em universidades americanas que estão oferecendo apenas cursos online por causa da pandemia deixassem os EUA. Instituições de ensino e estados contestaram medida.

O governo dos Estados Unidos concordou nesta terça-feira (14/07) em cancelar a suspensão de vistos para estudantes estrangeiros matriculados em universidades americanas que estão se limitando a oferecer aulas online por causa da pandemia.

A decisão ocorre após uma ação judicial de 17 estados, do distrito de Columbia e de várias instituições de ensino superior contra a medida original, assinada pelo presidente Donald Trump em 6 de julho.

Em uma audiência em Boston, no estado de Massachusetts, onde a ação judicial apresentada pela Universidade de Harvard e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) seria discutida, a juíza federal Allison Burroughs emitiu parecer favorável ao acordo entre o governo federal e instituições acadêmicas.

A audiência tinha sido marcada para durar 90 minutos, na expectativa de uma defesa acalorada das posições de ambos os lados, mas em menos de dois minutos o governo concordou em recuar da medida.

A resolução do caso significa que a Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) voltará às diretrizes de março, que permitem aos estudantes estrangeiros permanecerem no país mesmo que sua universidade opte por ministrar as disciplinas exclusivamente online durante a pandemia da covid-19.

Pela regra de Trump, os estudantes matriculados em instituições com aulas 100% online teriam que deixar o país ou pedir transferência para escolas ou universidades com ensino presencial. A medida foi amplamente criticada pelo meio acadêmico e por vários governos estaduais.

A resolução da disputa também substitui as ações judiciais interpostas pelo Estado de Nova York, universidades do Oeste do país, a Universidade Johns Hopkins, de Baltimore, e a coalizão de estados liderada pela Procuradora-Geral de Massachusetts, Maura Healey.

Também ficou sem causa a moção apresentada mais cedo pelo procurador-geral da Califórnia, Xavier Becerra, pedindo a intervenção do tribunal para bloquear a aplicação da suspensão do visto até que houvesse uma decisão judicial.

A Califórnia, o estado com o maior sistema educacional do país, com 180 mil estudantes internacionais a cada ano, seria um dos mais afetados pela iniciativa de Trump.

Muitas universidades planejam oferecer uma combinação de aulas online e presenciais para proteger a saúde dos professores, estudantes e comunidades vizinhas durante a pandemia, de acordo com o jornal The New York Times.

JPS/efe/ots

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