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Trump ordena destruir barcos suspeitos de minar Ormuz

Publicado 28 de fevereiro de 2026Última atualização 23 de abril de 2026

EUA negam que navios tenham burlado bloqueio aos portos do Irã e interceptam novo navio-tanque no Oceano Índico. Acompanhe o conflito.

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Sol nascente atrás de petroleiro no mar
Petroleiro no Estreito de OrmuzFoto: Asghar Besharati/AP Photo/picture alliance
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O que você precisa saber

  • EUA interceptam segundo navio-tanque no Oceano Índico
  • EUA negam que navios tenham burlado bloqueio aos portos do Irã
  • Trump ordena que Marinha "atire e destrua" barcos iranianos que colocam minas no Estreito de Ormuz
  • Irã ataca três navios no Estreito de Ormuz e captura dois deles, após Donald Trump anunciar que manteria bloqueio sobre portos iranianos

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio: 

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23 de abril de 2026

EUA negam que navios tenham burlado bloqueio aos portos do Irã

Os militares dos EUA negaram nesta quinta-feira (24/04) que navios comerciais tenham contornado o bloqueio aos portos iranianos no Estreito de Ormuz, conforme noticiado por jornais britânicos.

"Esses relatos são imprecisos", indicou o Comando Central dos EUA (Centcom), com sede na Florida.

O Centcom divulgou o comunicado após reportagens como a do Financial Times, que afirmou que 34 petroleiros haviam contornado as forças americanas, com base em dados da plataforma Vortexa, e do The Telegraph, que afirmou que "o Irã está contornando o bloqueio americano ao Estreito de Ormuz exportando petróleo de um dos seus portos orientais".

O bloqueio naval dos EUA começou em 13 de abril e tem como alvo navios que entram ou saem de portos iranianos. De acordo com uma avaliação da provedora de dados marítimos Lloyd's List Intelligence, o menos 26 navios da chamada frota paralela haviam cruzado o bloqueio até esta segunda-feira.

A provedora de software marítimo AXSMarine escreveu que a maior parte do tráfego pelo Estreito de Ormuz continua sendo atribuída a operadores de navios que estão sob sanções ou que possuem estruturas de propriedade obscuras. A mídia iraniana também tem relatado repetidamente que navios iranianos violaram o bloqueio naval dos EUA.

as (Lusa, Efe, ARD)

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Pular a seção Trump ordena que Marinha "atire e destrua" barcos iranianos que colocam minas no Estreito de Ormuz
23 de abril de 2026

Trump ordena que Marinha "atire e destrua" barcos iranianos que colocam minas no Estreito de Ormuz

Donald Trump
"Não deve haver hesitação", afirmou Trump em publicaçãoFoto: Nathan Howard/REUTERS

O presidente dos EUA, Donald Trump, em uma publicação matinal nas redes sociais, ordenou à Marinha dos EUA que "atire e destrua" qualquer barco que coloque minas no Estreito de Ormuz.

Trump também afirmou que os militares americanos estão intensificando seus esforços de desminagem na importante via navegável, onde o tráfego de embarcações praticamente parou desde o início da guerra no final de fevereiro.

"Ordenei à Marinha dos Estados Unidos que atire e destrua qualquer barco, por menor que seja, que esteja colocando minas nas águas do Estreito de Ormuz", publicou Trump.

"Não deve haver hesitação. Além disso, nossos navios 'caça-minas' estão limpando o estreito neste momento. Estou ordenando que essa atividade continue, mas em um nível triplicado!"

A mensagem surge após líderes iranianos afirmarem que não poderá haver novas negociações de paz com os EUA enquanto o bloqueio americano à passagem de navios iranianos pelo estreito continuar.

md (Reuters, AFP) 

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Pular a seção EUA interceptam segundo navio-tanque no Oceano Índico
23 de abril de 2026

EUA interceptam segundo navio-tanque no Oceano Índico

Os Estados Unidos interceptaram mais um navio que transportava petróleo iraniano no Oceano Índico, anunciou nesta quinta-feira o Departamento de Defesa.

Segundo o governo dos EUA, trata-se do navio apátrida sancionado M/T Majestic X, que transportava petróleo proveniente do Irã no Oceano Índico.

Esta é a segunda operação militar desse tipo realizada esta semana. Os EUA haviam anunciado na terça-feira a interceptação de outro navio sujeito a sanções e ligado ao Irã, o M/T Tifani, que se encontrava também no Índico. 

Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana apreendeu na quarta-feira dois navios no Estreito de Ormuz por "operarem sem as autorizações necessárias". Os navios foram depois conduzidos até à costa iraniana.

as (Lusa)

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Pular a seção Irã protesta após enviado de Trump pedir Itália na Copa
23 de abril de 2026

Irã protesta após enviado de Trump pedir Itália na Copa

A embaixada do Irã na Itália protestou nesta quinta-feira contra o pedido à Fifa de um enviado do presidente dos EUA, Donald Trump, para substituir a seleção iraniana pela italiana na próxima Copa do Mundo

"O futebol pertence aos povos, não aos políticos. A Itália alcançou a grandeza futebolística dentro de campo, não graças a privilégios políticos", afirmou a representação diplomática em mensagem publicada em sua conta oficial na rede social X. 

Além disso, a embaixada classificou a proposta como uma demonstração da "falência moral" dos Estados Unidos, ao considerar que o país "teme inclusive a presença de 11 jovens iranianos no gramado". 

A reação ocorre após as gestões atribuídas a Paolo Zampolli, enviado da Casa Branca junto ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para propor a exclusão do Irã da Copa do Mundo de 2026, conforme revelado pelo jornal Financial Times

A proposta busca, segundo o jornal britânico, recompor as relações diplomáticas entre Trump e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, após os recentes desentendimentos devido às críticas do presidente americano ao papa Leão 14

O Irã garantiu sua vaga no Mundial no último mês de março, após liderar seu grupo nas eliminatórias da Confederação Asiática (AFC), e solicitou a transferência de seus jogos da fase de grupos para fora do território americano após o início do conflito na região. 

Por sua vez, a Itália ficou fora do torneio após perder, também em março, a partida decisiva da repescagem contra a Bósnia e Herzegovina, o que marcou sua terceira ausência consecutiva. 

A Copa do Mundo, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, começará em 11 de junho. O Irã deve disputar sua primeira partida em 15 de junho, em Los Angeles (Califórnia), contra a Nova Zelândia.

md (EFE, ots)

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Pular a seção Irã diz que pagamentos pelo trânsito por Ormuz já chegam ao seu Banco Central
23 de abril de 2026

Irã diz que pagamentos pelo trânsito por Ormuz já chegam ao seu Banco Central

Petroleiros no mar
Navios no Estreito de OrmuzFoto: Asghar Besharati/AP Photo/picture alliance

O vice-presidente do Parlamento do Irã, Hamidreza Haji Babaei, afirmou nesta quinta-feira que os primeiros pagamentos dos pedágios cobrados a navios pelo trânsito pelo Estreito de Ormuz começaram a ser depositados no Banco Central do país. 

“Os primeiros pagamentos pelo pedágio do Estreito de Ormuz foram recebidos pelo Banco Central”, disse Babaei, segundo informaram vários veículos de imprensa iranianos. 

A fonte não ofereceu detalhes sobre a quantia recebida, nem a moeda, nem quanto a república islâmica cobra pelo trânsito pelo estreito, o qual controla desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro. 

O Irã anunciou sua intenção de formalizar a cobrança pelo trânsito pelo estratégico estreito com a aprovação de um projeto de lei, que recebeu o sinal verde de uma comissão parlamentar e que ainda deve ser votado no plenário da câmara. 

O texto não detalha a quanto chegariam os pedágios no estreito, mas a agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, afirmou que poderia se tratar de um pagamento de US$ 2 milhões por navio ou um sistema baseado na carga de cada embarcação, como no Canal de Suez. 

A Tasnim estima que o Irã poderia obter cerca de 100 bilhões de dólares anuais por meio destes pedágios, uma quantia superior às receitas pelas vendas de seu petróleo, estimadas em cerca de 80 bilhões de dólares. 

O anúncio de Babaei ocorre em meio a renovadas tensões na passagem, pela qual circula normalmente 20% do petróleo mundial e outros produtos vitais para a economia global, depois que nesta quarta-feira a Guarda Revolucionária capturou dois navios e atacou outro. 

Ao mesmo tempo, as negociações entre o Irã e os Estados Unidos permanecem paralisadas diante da recusa de Teerã em conversar enquanto Washington mantiver o bloqueio naval sobre seus portos e navios

md (EFE, ots)

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Pular a seção Pentágono estima que retirar minas de Ormuz poderá levar até 6 meses, diz jornal
23 de abril de 2026

Pentágono estima que retirar minas de Ormuz poderá levar até 6 meses, diz jornal

Retirar as minas no Estreito de Ormuz poderia levar meio ano, o que teria impacto no preço dos hidrocarbonetos em nível mundial, avaliou o Pentágono durante uma apresentação confidencial no Congresso dos Estados Unidos, segundo informou o jornal The Washington Post na quarta-feira.

O Estreito de Ormuz está praticamente fechado desde o início da guerra em 28 de fevereiro, desencadeada pelos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Por essa rota costumava passar cerca de 20% dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo.

O The Washington Post cita três autoridades anônimas, segundo as quais "os parlamentares foram informados de que o Irã poderia ter colocado 20 minas ou mais no estreito de Ormuz e em seus arredores".

Segundo a apresentação de um funcionário da Defesa, "algumas foram colocadas na água à distância, graças à tecnologia GPS", o que dificulta sua detecção. Outras teriam sido instaladas por meio de "pequenas embarcações".

"Um fechamento de seis meses do Estreito de Ormuz é uma impossibilidade e algo completamente inaceitável”, afirmou um porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em comunicado enviado à agência de notícias AFP, no qual desmentia a notícia.

Parnell assinalou que a reportagem se baseia em uma "sessão informativa confidencial, a portas fechadas" e que grande parte das informações é "falsa".

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Teerã, “com a ajuda dos Estados Unidos, [havia] retirado ou [estava] retirando todas as minas marítimas”. Mas a república islâmica não confirmou a informação.

Vários países "não beligerantes" declararam-se dispostos a realizar "uma missão neutra" para garantir a segurança no estreito de Ormuz.

Segundo Teerã, os navios devem ser autorizados a sair ou entrar no Golfo por essa rota, enquanto os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril.

md (AFP, EFE)

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Pular a seção Conflito no Líbano coloca milhares de grávidas em risco
23 de abril de 2026

Conflito no Líbano coloca milhares de grávidas em risco

Bebê dorme sob barraca coberta com lona plástica transparente
Bebê dorme em tenda para deslocados devido a ataques israelenses no LíbanoFoto: Ibrahim Amro/AFP

Deslocamentos forçados e colapso do sistema de saúde agravam a situação de ao menos 13,5 mil gestantes que deixaram suas casas no Líbano após ofensiva israelense, segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Agências humanitárias alertam que o impacto do conflito sobre mulheres e meninas é especialmente severo.

"A situação para mulheres e meninas no Líbano é catastrófica", disse Anandita Philipose, representante no Líbano do UNFPA. A organização estima que ao menos 1.500 mulheres devem dar à luz no próximo mês.

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Pular a seção Secretário da Marinha dos EUA é demitido após meses de disputas no Pentágono
23 de abril de 2026

Secretário da Marinha dos EUA é demitido após meses de disputas no Pentágono

John Phelan
Segundo a mídia, Phelan havia tido desentendimentos com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e com o subsecretário de Defesa, Stephen FeinbergFoto: Alex Brandon/AP Photo/dpa/picture alliance

O secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira, após vários meses de supostas disputas internas com altos funcionários do Pentágono.

Phelan, que até então era responsável pela organização, treinamento e equipamento das forças navais americanas, foi exonerado de suas funções, segundo o porta-voz do Departamento de Defesa, Sean Parnell.

O cargo de Phelan será ocupado interinamente pelo Subsecretário Hung Cao, de acordo com a mesma fonte.

Semanas antes, o jornal New York Times noticiou que Phelan havia tido desentendimentos com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e com o subsecretário de Defesa, Stephen Feinberg.

O secretário da Marinha não tem envolvimento direto em operações de combate dos EUA, embora seja responsável por definir orçamentos, tecnologia e logística de implantação.

md (EFE, ots)

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Pular a seção Preços do petróleo sobem pelo 3° dia, enquanto impasse com Irã abala mercados
23 de abril de 2026

Preços do petróleo sobem pelo 3° dia, enquanto impasse com Irã abala mercados

Os preços do petróleo subiram pelo terceiro dia consecutivo nesta quinta-feira, em meio ao frágil cessar-fogo na guerra com o Irã.

O barril do petróleo Brent para entrega em junho avançou mais de 1% em relação ao dia anterior, chegando a 103,23 dólares (159 litros).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou a pressão sobre o Irã e, segundo relatos da imprensa, está concedendo a Teerã apenas mais alguns dias para apresentar uma proposta aceitável para encerrar a guerra.

Enquanto isso, o Irã se vê em uma posição de força por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota importante para o comércio de petróleo.

A falta de progresso nas negociações para pôr fim ao conflito deixou os investidores dos mercados de commodities apreensivos. Desde o início da semana, o petróleo do Mar do Norte subiu quase 7 dólares por barril, enquanto o petróleo norte-americano avançou quase 4 dólares.

Dennis Kissler, da BOK Financial Securities, afirmou que espera que os preços continuem subindo até que um dos lados ceda. Na visão dele, as negociações para um acordo estão em impasse.

Quanto mais tempo nenhum petróleo fluir pelo Estreito de Ormuz, mais os preços subirão, disse Kissler.

Washington e Teerã continuam em desacordo sobre várias questões consideradas cruciais para o fim da guerra, incluindo o programa nuclear do Irã.

md (DPA, ots)

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Pular a seção Jornalista libanesa é morta em ataque israelense. Autoridades do Líbano denunciam "crime hediondo"
22 de abril de 2026

Jornalista libanesa é morta em ataque israelense. Autoridades do Líbano denunciam "crime hediondo"

Artilharia israelense no sul do Líbano
Israel tem continuado a bombardear alvos no Líbano apesar de cessar-fogoFoto: Jalaa Marey/AFP

Uma jornalista libanesa veterana foi morta nesta quarta-feira (22/04) em um ataque israelense no sul no Líbano, segundo autoridades locais e veículos de imprensa do Oriente Médio.

Amal Khalil, uma correspondente do jornal libanês Al-Akhbar que vinha cobrindo a atual guerra no sul do país, foi atingida por um bombardeio nas proximidades da cidade de al-Tayri.

O ataque também feriu a forográfa Zeinab Faraj, que acompanhava Khalil.

Segundo autoridades libanesas, as duas jornalistas seguiam por uma estrada quando um ataque atingiu o veículo que seguia à frente delas. 

Elas então correram para uma casa próxima, que, em seguida, também foi alvo de um ataque israelense — segundo informou o Ministério da Saúde do Líbano. Autoridades libanesas afirmaram que as duas foram "perseguidas" pelos israelenses.

Equipes de resgate libanesas conseguiram retirar Faraj dos escombros, de acordo com Elsy Moufarrej, que dirige o Sindicato dos Jornalistas do Líbano.

Mas, quando os socorristas retornaram para ajudar Khalil, militares israelenses lançaram uma granada de efeito moral, bloqueando o acesso deles ao edifício danificado, afirmou Moufarrej.

Já o Ministério da Saúde libanês afirmou que as forças militares de Israel “impediram a conclusão da missão humanitária ao disparar uma granada de efeito moral e munição real contra a ambulância”.

As equipes de resgate só conseguiram retornar ao local cerca de quatro horas após o ataque, disse Moufarrej à agência Reuters. A essa altura, Khalil foi retirada sem vida dos escombros.

O ataque israelense ocorreu apesar do cessar-fogo vigente entre o Líbano e Israel.

Duas outras pessoas também morreram no primeiro ataque contra o veículo, informou a mídia estatal libanesa. Após a confirmação da morte da jornalista, o ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, afirmou que "mirar em jornalistas é um crime hediondo".

Ele também classificou a morte da jornalista como uma "violação flagrante do direito internacional humanitário, sobre a qual não permaneceremos em silêncio".

Israel negou ter impedido equipes de resgate de chegar à área ou que tenha mirado propositalmente as jornalistas.

Já o Clube de Imprensa do Líbano afirmou que Khalil “pagou com a vida e com o sangue por uma causa em que acreditava”.

A organização afirmou que o ataque se insere no que chamou de “campanha deliberada” de Israel “visando jornalistas e profissionais da mídia”.

Em março, três jornalistas libaneses morreram em outro ataque israelense. Na ocasião, uma associação internacional de meios de comunicação acusou o exército israelense de tentar difamar ums dos jornalistas ao divulgar uma imagem gerada por inteligência artificial na qual o repórter aparecia vestido com o uniforme do Hezbollah.

Jps (ots)
 

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Pular a seção Ataques deixam 20% da frota de passageiros do Irã fora de serviço
22 de abril de 2026

Ataques deixam 20% da frota de passageiros do Irã fora de serviço

Ataque contra aeroporto de Teerã no início de março
Ataque contra aeroporto de Teerã no início de marçoFoto: Vahidonline/UGC

Aproximadamente 20% da frota de 130 aeronaves de passageiros do Irã está fora de serviço devido aos danos sofridos em ataques aéreos de Estados Unidos e Israel, que também afetaram aeroportos, sistemas de radar e sistemas de navegação, informou nesta quarta-feira o vice-diretor de Aviação Civil, Hamidreza Sanaei, segundo a agência de notícias Isna.

"Estamos avaliando os danos à frota, mas menos de 20% da frota ativa do país foi completamente retirada de serviço. Quinze aeronaves foram atingidas diretamente por mísseis" afirmou Sanaei.

Antes da guerra no Irã, que começou em 28 de fevereiro, o país tinha aproximadamente 130 aeronaves de passageiros operacionais, de acordo com o próprio vice-diretor. Isso significa que 20% da frota, representando cerca de 26 aeronaves, foi perdida, um golpe significativo para a conectividade aérea do país.

Por essa razão, Sanaei afirmou que equipes técnicas estão trabalhando para reintegrar gradualmente algumas das aeronaves danificadas à rede de transporte.

O vice-diretor de Aviação Civil acrescentou que, além da frota, a infraestrutura também foi afetada pelos ataques, que ele denunciou como uma violação das normas internacionais, já que visaram instalações destinadas exclusivamente ao transporte de passageiros e carga.

"Os principais aeroportos do país, incluindo Mehrabad (em Teerã), foram atacados. Além disso, quatro torres de controle e 12 instalações de radar foram atingidas diretamente por mísseis inimigos e danificadas", afirmou.

jps (EFE)

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Pular a seção EUA prorrogam isenção de sanções que permite venda de petróleo da Rússia
22 de abril de 2026

EUA prorrogam isenção de sanções que permite venda de petróleo da Rússia

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, confirmou nesta quarta-feira que prorrogou a isenção de sanções que permite a venda de petróleo da Rússia, após mais de dez países terem solicitado a medida durante as reuniões de primavera (no hemisfério Norte) do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM), realizadas na última semana em Washington.

Bessent, que compareceu a uma audiência no Senado, havia declarado no início da última semana que a isenção não seria prorrogada, mas o Tesouro reverteu a posição e anunciou uma nova prorrogação de 30 dias, autorizando a venda de petróleo russo.

O secretário do Tesouro também abordou a questão do aumento dos preços da gasolina durante sua ida ao Senado, outro assunto delicado decorrente da guerra no Irã, que começou em 28 de fevereiro e se aproxima do seu segundo mês.

Bessent afirmou que os preços da gasolina podem ser "mais baixos" do que antes do início do conflito, assim que ele terminar. A guerra está atualmente sob um cessar-fogo por tempo indeterminado e aguarda a retomada das negociações, que podem ocorrer nesta semana no Paquistão.

Além disso, Bessent afirmou que os EUA poderiam fornecer assistência financeira aos Emirados Árabes na forma de um swap cambial, visto que a guerra prejudicou as economias de países que dependem do estreito de Ormuz para o transporte de petróleo, sua principal fonte de dólares.

O secretário do Tesouro americano destacou que os Emirados Árabes e outros países do golfo Pérsico e da Ásia consultaram os EUA sobre a possibilidade de tal swap, que, segundo ele, impediria a venda desordenada de ativos americanos, já que esses países buscam garantir o acesso a dólares. "A linha de swap beneficiaria tanto os Emirados Árabes quanto os EUA", declarou Bessent.

jps (EFE)

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Pular a seção Irã insiste que não reabrirá estreito de Ormuz enquanto bloqueio naval dos EUA continuar
22 de abril de 2026

Irã insiste que não reabrirá estreito de Ormuz enquanto bloqueio naval dos EUA continuar

Mohammad Bagher Ghalibaf
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher GhalibafFoto: Shadati/Xinhua/dpa/picture alliance

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quarta-feira que seu país não reabrirá o estreito de Ormuz até que os Estados Unidos suspendam o bloqueio naval imposto contra seus portos e navios.

"A reabertura do estreito de Ormuz não é possível se o cessar-fogo for flagrantemente violado", advertiu Ghalibaf, uma das figuras políticas mais visíveis da república islâmica no momento.

O político e ex-integrante da Guarda Revolucionário disse que, em sua opinião, o cessar-fogo está sendo violado neste momento pelo “bloqueio naval e pelo sequestro da economia mundial” por parte dos EUA e pelos ataques de Israel contra o Líbano.

"Os Estados Unidos e Israel não alcançaram seus objetivos por meio da agressão militar, nem os alcançarão por meio da intimidação. O único caminho a seguir é aceitar os direitos da nação iraniana", analisou.

A mensagem de Ghalibafsurge em meio ao impasse nas negociações entre Irã e EUA, após dias de incerteza sobre se as delegações lideradas por JD Vance e pelo iraniano Ghalibaf voltariam a se reunir em Islamabad após o primeiro contato direto nos dias 11 e 12 de abril.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou unilateralmente na terça-feira uma prorrogação do cessar-fogo, mas manteve o bloqueio naval, visto pelo regime de Teerã como um ato de guerra.

Após o anúncio de Trump, a Guarda Revolucionária do Irã capturou dois navios no estreito de Ormuz por "operarem sem as autorizações necessárias", os quais foram conduzidos à costa iraniana. 

jps (EFE)
 

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Pular a seção Países árabes do Golfo cobram reparações do Irã
22 de abril de 2026

Países árabes do Golfo cobram reparações do Irã

Os países árabes estão exigindo reparações do Irã pelos danos e perdas sofridos durante a guerra. A Liga Árabe argumentou, após uma reunião virtual, que o Irã é obrigado a fazer tais pagamentos de acordo com o direito internacional.

Em retaliação aos ataques militares dos EUA e de Israel, o Irã atacou os países árabes do Golfo com milhares de foguetes, drones e mísseis de cruzeiro desde o início da guerra, no fim de fevereiro.

Instalações americanas, como embaixadas e bases militares, bem como locais civis, como aeroportos e áreas residenciais, foram alvejados. A maioria dos ataques foi relatada nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait.

as (ARD)

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Pular a seção UE vai apresentar plano para lidar com alta dos fertilizantes
22 de abril de 2026

UE vai apresentar plano para lidar com alta dos fertilizantes

A Comissão Europeia planeja apresentar em maio uma estratégia para lidar com o aumento acentuado dos preços dos fertilizantes, comunicou o braço executivo da União Europeia (UE) nesta quarta-feira (22/04), em Bruxelas.

O objetivo é impulsionar a produção interna, diversificar as cadeias de suprimentos e abordar as fragilidades estruturais. Além disso, a transição para uma produção neutra em carbono e eficiente em termos de recursos será acelerada.

Os preços globais dos fertilizantes subiram acentuadamente após o fechamento quase completo do Estreito de Ormuz, ao largo da costa iraniana, por onde passa aproximadamente um terço do comércio global de fertilizantes.

as (ARD)

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