Ricos ficam mais pobres | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 04.03.2003

Conheça a nova DW

Dê uma olhada exclusiva na versão beta da nova DW. Sua opinião nos ajudará a torná-la ainda melhor.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Economia

Ricos ficam mais pobres

A revista norte-americana Forbes publicou a relação 2003 das pessoas mais ricas do mundo. Apenas 476 pessoas fazem ainda parte deste clube seleto, 21 a menos que no ano anterior.

Donos da rede de supermercados Aldi são os mais ricos da Alemanha

Donos da rede de supermercados Aldi são os mais ricos da Alemanha

Sem dúvida que a atual situação econômica mundial não deixa imune o reino dos ricos. Embora tenha sofrido uma redução de seu patrimônio nos últimos doze meses, a maioria continua figurando na invejável lista que reúne os mais abastados do mundo, como os alemães Karl e Theo Albrecht, donos da rede de supermercados de baixo preço Aldi, com filiais em todo o país.

Os irmãos lideram o ranking da Alemanha e estão em terceiro lugar na relação mundial. "Quanto pior para as pessoas tanto melhor para nós", revelou Anna Albrecht, a matriarca, definindo assim o sucesso do Aldi, cuja estratégia é vender produtos de qualidade a preços bem em conta.

Nessa época de crise, até as classes média e alta descobriram as vantagens desse tipo de supermercado que, além do sortimento fixo, também oferece em sistema rotativo artigos de ocasião por preços imbatíveis, como computadores, roupas e câmeras fotográficas.

O aumento da clientela e do faturamento fizeram com que os irmãos Albrecht garantissem a terceira colocação em âmbito mundial na lista publicada pela revista Forbes, com um patrimônio de 25,6 bilhões de dólares, atrás apenas de Bill Gates, fundador da Microsoft, que continua sendo o homem mais rico do mundo (40,7 bilhões de dólares). Em segundo lugar, está Warren Edward Buffett, maior acionista da Coca-Cola, com 30,5 bilhões de dólares. Em relação ao ano passado, Gates e Buffett perderam cerca de 10 e 5 bilhões, respectivamente.

Multimilionários alemães

Embora 222 dos 476 ricaços vivam nos Estados Unidos, os irmãos Albrecht não são os únicos multimilionários alemães. Outros 42 também fazem parte do seleto clube, oito a mais do que em 2002, demonstrando que a crise não afeta a todos por igual.

O primeiro da lista alemã é Theo Albrecht, que comanda a rede Aldi setor norte, com uma fortuna de cerca de 15 bilhões de dólares, seguido das famílias Boehringer e von Baumbach, donas do grupo farmacêutico Boehringer Ingelheim, com 14,4 bilhões de dólares. Em terceiro, está Karl Albrecht, responsável pelo Aldi setor sul, com quase 13 bilhões de dólares.

O ex-magnata da mídia, Leo Kirch, que no ano passado ainda figurava na lista Forbes com 1 bilhão de euros, ficou de fora em 2003. Outros, entretanto, conseguiram conquistar espaço na nata da sociedade alemã. A família Herz, que comanda a maior empresa de comercialização de café do país, a Tchibo, possui uma fortuna avaliada em 1,7 bilhão de euros.

Das Produkt „HARIBO Horror-Mix“

Balas da Haribo

Os irmãos Paul e Hans Riegel, fundadores da Haribo, fábrica de balas que está conquistando o mundo com seus produtos, possuem 1,6 bilhão de dólares. Heinz-Horst Deichmann, dono da cadeia de sapatos que leva seu nome, e Klaus-Michael Kühne, da transportadora Kühne & Nagel, tem, cada um, um patrimônio de 1,1 bilhão de dólares.

Halbjahresbilanz BMW

Sede da BMW

Outros ricaços que ainda continuam em destaque são a família Oetker, do ramo alimentício, com 5,5 bilhões de dólares; a família Quandt, da BMW, com quase 8 bilhões de dólares e o empresário de mídia, Hubert Burda, com 2,9 bilhões de dólares.

Mais novo e mais velho

A lista de bilionários revela ainda quem são os ricos com menos e com mais idade. O mais jovem multimilionário tem 19 anos, o alemão Albert von Thurn und Taxis, herdeiro de uma fortuna de 1,5 bilhão de dólares. O mais velho é o americano John Simplot, de 92 anos, que conseguiu montar um patrimônio de 2, 2 bilhões de dólares com o comércio de batatas.