Rússia escolhe seu presidente para os próximos seis anos | Notícias internacionais e análises | DW | 18.03.2018
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Eleições presidenciais russas

Rússia escolhe seu presidente para os próximos seis anos

Se há uma certeza neste domingo, na Federação Russa, é que Vladimir Putin se manterá na presidência, com vantagem histórica nas urnas. Ao contrário de 145 outros países, russos da Ucrânia estão proibidos de votar.

Cartaz com candidatos presidenciais em seção eleitoral na Crimeia

Cartaz com candidatos presidenciais em seção eleitoral na Crimeia

As seções eleitorais estão abertas neste domingo (18/03) para o pleito presidencial na Federação Russa. Cerca de 110 milhões de cidadãos estão convocados para escolher o líder político do país nos próximos seis anos.

Como o extenso território da Rússia abrange 11 fusos horários, a votação levará um total de 21 horas. Segundo o horário de Berlim, a jornada eleitoral começou às 22h00 do sábado (18h00 em Brasília), em Kamchatka, Chukotka e Magadan, regiões mais orientais do país, e será concluída no território de Kaliningrado, no extremo ocidental às 19h00 do domingo (15h00 em Brasília). As urnas ficam abertas até as 20h00 locais, em seguida começará a apuração.

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A votação se realiza em mais de 97 mil seções eleitorais na Rússia, além de 400 em outros 145 países. Os russos que vivem na Ucrânia, contudo, não poderão exercer seu direito ao voto. Kiev anunciou que não lhes permitirá entrar nas representações diplomáticas russas em seu território, já que considera a Rússia "país agressor" e suas eleições presidenciais, "ilegais".

Por sua vez, a península da Crimeia, território ucraniano anexado unilateralmente pela Rússia em 2014, participará pela primeira vez de um pleito presidencial russo, justamente no quarto aniversário da assim chamada "reunificação".

Kiev advertiu aos cidadãos do território – o qual considera ocupado e não desistiu de recuperar – que quem ajude na promoção e organização do pleito sofrerá persecução penal na Ucrânia. O governo já elaborou uma lista negra com os nomes dos crimeanos acusados de tais "crimes", e pedirá à União Europeia que os penalize, proibindo-lhes entrada no território comunitário. A Crimeia reúne 1,5 milhão de eleitores.

Nacionalistas ucranianos protestam contra eleições diante da embaixada russa em Kiev

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Putin, 24 anos no poder?

Segundo todas as pesquisas, o atual presidente da Rússia, Vladimir Putin, será reeleito para comandar o país por mais seis anos com quase 70% dos votos, num resultado histórico. Entre os demais sete candidatos, o segundo lugar nas intenções de voto cabe ao candidato comunista, o milionário stalinista Pavel Grudinin, com 7%, seguido pelo veterano líder ultranacionalista, Vladimir Zhirinovsky, com 6%.

O chefe do Kremlin votou pela manhã, na capital Moscou. Assim como em todas as eleições desde que assumiu o poder, em 2000, ele depositou seu voto na seção eleitoral da sede da Academia das Ciências da Rússia, na transitada Avenida Lenin.

Deixando a cabine de votação, na Academia de Ciências em Moscou: em quem terá votado Vladimir Putin?

Deixando a cabine de votação, na Academia de Ciências em Moscou: em quem terá votado Vladimir Putin?

O horário escolhido, no entanto, é uma novidade, já que antes Putin sempre votara pela tarde. "Tenho muitas reuniões de trabalho hoje", explicou. Interrogado por jornalistas sobre o resultado que gostaria de ver nas urnas, disse que se conformará com "qualquer um que obtenha o direito de ser presidente".

Eleito pela primeira vez em 2000, o ex-espião da KGB foi reeleito em 2004 e 2012, com um parêntese como primeiro-ministro, de 2008 a 2012. Nesses quatro anos, Vladimir Putin "cedeu" a presidência a Dmitry Medvedev, atual chefe de governo russo. Desse modo contornou a restrição na Constituição russa, que proíbe mais de dois mandatos consecutivos na presidência.

AV/ap,afp,efe,rtr

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