Protestos contra impeachment fecham rodovias em 12 estados | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 10.05.2016
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Brasil

Protestos contra impeachment fecham rodovias em 12 estados

Protestos contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff reúnem MST e CUT. Em diversos estados, manifestantes queimam pneus e erguem faixas: "não vai ter golpe".

Manifestantes queimaram pneus em ruas de São Paulo

Manifestantes queimaram pneus em ruas de São Paulo

Manifestantes bloquearam rodovias nesta terça-feira (10/05) em ao menos 12 estados e no Distrito Federal em protesto contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Vias importantes das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo também foram interditadas por grupos que usaram pneus queimados.

Com faixas de "não vai ter golpe", manifestantes fecharam a rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, e a rodovia Rio-Santos.

Estradas que ligam Brasília ao centro-oeste e nordeste do país ficaram paralisadas com protestos organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que também reivindicou a reforma agrária.

Manifestantes ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) também bloquearam rodovias em Pernambuco, Paraíba, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Piauí, Ceará e Amazonas.

O "Dia Nacional de Mobilizações" contra o impeachment foi convocado pela Frente Brasil Popular, como um ato em defesa da democracia. "Ele marca a luta contra o golpe em curso que pretende derrubar a presidente Dilma Rousseff", diz a CUT em nota.

Reviravoltas no impeachment

Nesta terça-feira, o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, voltou atrás e decidiu revogar a decisão de anular as sessões que aprovaram o impeachment de Rousseff na casa.

O debate sobre a abertura do processo no Senado começa nesta quarta-feira, e a votação pode ocorrer no mesmo dia. O texto foi aprovado pela comissão especial do impeachment no Senado na última sexta-feira, por 15 votos a 5. O presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), definiu como será o andamento da sessão após ler o parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), favorável ao afastamento de Dilma.

KG/abr/ots

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