Planos de Obama para Afeganistão agradam lideranças mundiais | Notícias internacionais e análises | DW | 23.06.2011
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Mundo

Planos de Obama para Afeganistão agradam lideranças mundiais

Líderes políticos mundiais elogiaram os planos divulgados pelo presidente Barack Obama. Estados Unidos querem retirar 33 mil soldados do Afeganistão até meados de 2012.

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Obama: 11 mil deixam Afeganistão até setembro

A comunidade internacional repercutiu de forma positiva o anúncio feito pelos Estados Unidos sobre a retirada gradual de seus soldados do Afeganistão. Líderes internacionais elogiaram os planos divulgados pelo presidente norte-americano, Barack Obama, nesta quarta-feira (22/06).

O presidente Obama anunciou o "início" do fim da guerra no Afeganistão, com a retirada de 33 mil soldados norte-americanos − o correspondente a cerca de um terço do contingente dos EUA estacionado no país −, até meados de 2012, pouco tempo antes das eleições presidenciais.

Num discurso de 13 minutos na Casa Branca, Obama afirmou que, na primeira fase, entre julho e setembro de 2011, irão ser retirados 10 mil soldados. Depois, até meados de 2012, regressam para casa outros 23 mil militares.

No entanto, 70 mil soldados deverão permanecer no Afeganistão, abandonando o país passo a passo, explicou Barack Obama. A missão norte-americana no Afeganistão não deverá, contudo, estar concluída antes do final de 2014 e uma força de soldados dos Estados Unidos poderá ainda permanecer no país num papel distinto do atual.

Al Qaeda sob pressão

"Este é o início, e não o fim, dos nossos esforços para terminar esta guerra", disse, ao explicar o calendário de saída do Afeganistão, onde atualmente se encontram 100 mil soldados norte-americanos.

Barack Obama disse, ainda, que os documentos encontrados na residência onde Osama Bin Laden foi abatido revelam que a "Al Qaeda está sob grande pressão" e "é incapaz de substituir de forma eficaz os altos dirigentes da rede terrorista eliminados.

Tropas no Afeganistão: missão deve terminar em 2014

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"Este é um passo significativo para o benefício de ambos, Estados Unidos e povo afegão", disse o presidente afegão, Hamid Karzai, nesta quinta-feira (23/06) em Cabul. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, reagiu positivamente ao anúncio de Washington. "A decisão é um resultado natural do progresso que fizemos", disse em Bruxelas.

Berlim saúda iniciativa

O ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, saudou o discurso do presidente norte-americano, afirmando esperar que "a perspectiva de uma retirada se concretize". "Saúdo o discurso de Obama. [Espero que] a perspectiva de uma retirada se concretize agora", afirmou Guido Westerwelle em comunicado. "Nosso objetivo também é que no final deste ano possa ser reduzido, pela primeira vez, o contingente alemão" estacionado no norte do país, acrescentou o ministro.

Em entrevista durante sua viagem ao Sudão, Westerwelle não quis, entretanto, especificar números da retirada alemã. "Temos uma ideia, mas só iremos citar cifras concretas no momento oportuno", afirmou o ministro, complementando que Berlim somente irá especificar a amplitude da retirada após conversas com os parceiros europeus.

Cerca de 5 mil soldados alemães estão atualmente empenhados na missão no país asiático, a qual é controversa na Alemanha. Cinquenta e dois soldados alemães foram mortos desde janeiro de 2002, início da participação do exército alemão na força internacional no Afeganistão, sob o comando da Otan.

Karzai classificou decisão como boa para afegãos

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Premiê britânico foi informado antes

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse estar "inteiramente de acordo" com Obama sobre a manutenção da "pressão contínua" sobre os rebeldes afegãos, apesar da redução das tropas. Cameron confirmou os planos de retirar seus 9 mil soldados até 2015 do Afeganistão.

Os dois governantes conversaram por telefone durante algumas horas antes do discurso do presidente dos EUA. Na conversa, o líder norte-americano informou o colega britânico dos últimos desenvolvimentos no terreno e "as implicações do calendário de retirada das tropas norte-americanas".

"O primeiro-ministro disse estar inteiramente de acordo com a avaliação do presidente, observando os progressos positivos registrados no domínio da transição segura", e a necessidade de se "continuar a exercer pressão contínua sobre os rebeldes, permitindo uma redução progressiva do contingente" da ISAF (Força de Assistência à Segurança no Afeganistão), disse o comunicado do gabinete de Cameron.

A França também implementará uma retirada de tropas no Afeganistão. "Considerando o progresso já obtido, começaremos uma retirada gradual", declarou o presidente Nicolas Sarkozy em comunicado. A retirada de cerca de 4 mil soldados franceses deve obedecer a um planejamento similar ao dos norte-americanos.

MD/lusa/afp/dpa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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