Parlamentares europeus alertam EUA contra fim do acordo com Irã | Notícias internacionais e análises | DW | 19.04.2018
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Mundo

Parlamentares europeus alertam EUA contra fim do acordo com Irã

Em carta ao Congresso americano, cerca de 500 legisladores de Alemanha, França e Reino Unido pedem que os Estados Unidos preservem o acordo nuclear com Teerã, temendo um "conflito devastador" no Oriente Médio.

Grafite anti-EUA próximo à embaixada americana em Teerã

Grafite anti-EUA próximo à embaixada americana em Teerã

Em torno de 500 parlamentares de Alemanha, França e Reino Unido apelaram aos congressistas dos Estados Unidos contra o fim do acordo nuclear com o Irã, assinado em 2015, que estabelece um controle sobre o programa nuclear do país em troca do alívio das sanções internacionais.

Em carta dirigida ao Congresso americano, os legisladores europeus afirmam que "o governo dos EUA caminha rumo ao abandono do JCPOA (sigla em inglês para Plano Integral de Ação Conjunta), "sem qualquer prova de que o Irã não tenha cumprido com suas obrigações".

Leia também: Irã anuncia que vai produzir qualquer arma que precisar 

O acordo nuclear JCPOA foi assinado em 2015 pelo Irã e o os países do grupo P5+1 (EUA, Reino Unido, França, Rússia e China, mais Alemanha).

O documento foi divulgado nesta quinta-feira (19/04) pelo portal de notícias alemão Spiegel Online e pelos jornais Le Monde, da França, Guardian, do Reino Unido, e o americano New York Times.

Os europeus alertam para as consequências de os EUA abandonarem o acordo, afirmando que "o efeito de curto prazo seria o fim do controle sobre o programa nuclear iraniano, resultando em outra possibilidade de conflitos devastadores no Oriente Médio e além dele", diz a carta.

As consequências de longo prazo seriam "danos duradouros à nossa credibilidade como parceiros internacionais [...] e à diplomacia como instrumento para assegurar a paz e garantir a segurança".

Em outubro passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, que classificou o tratado histórico de "o pior acordo de todos os tempos", advertiu que, caso não consiga corrigir as "falhas" do acordo nuclear por meio da ação do Congresso ou de negociações internacionais, vai abandoná-lo

A esperança dos parlamentares europeus é que seus colegas americanos possam influenciar o presidente. Trump vem demonstrando desprezo para com tratados internacionais, como ao abandonar o Acordo de Paris sobre o Clima e ao impôr aumentos de tarifas alfandegárias que violam as diretrizes da Organização Mundial do Comércio (OMS).

Berlim, Paris e Londres defendem um aumento das sanções da União Europeia (UE) ao Irã, como forma de aplacar a fúria de Trump e evitar o cancelamento do acordo nuclear, algo também mencionado na carta dos legisladores europeus.

Eles criticaram as "políticas agressivas" americanas, dentro e fora do país. "Compartilhamos das preocupações de muitos sobre o comportamento do Irã, mas estamos convencidos de que elas devem ser tratadas separadamente, e não no contexto do acordo nuclear", disseram os parlamentares.

"Instamos os senhores a defender a coalizão que formamos para manter a ameaça nuclear do Irã sob controle. Este não seria penas um forte sinal da durabilidade de nossa parceria transatlântica, mas também uma mensagem ao povo iraniano", conclui a carta dos parlamentares.

RC/ots

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