Papa agradece aos bombeiros que salvaram Catedral de Notre-Dame | Notícias internacionais e análises | DW | 17.04.2019
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Europa

Papa agradece aos bombeiros que salvaram Catedral de Notre-Dame

Pontífice afirma compartilhar da dor dos franceses e pede que a Virgem Maria abençoe os trabalhos de restauração. Vaticano oferece ajuda com conhecimento especializado para reerguer o monumento gótico de Paris.

Papa Francisco

Papa Francisco: "A gratidão de toda a Igreja vai para aqueles que fizeram tudo ao seu alcance para salvar a basílica"

O papa Francisco agradeceu nesta quarta-feira (17/04) aos bombeiros que colocaram suas vidas em risco para salvar a Catedral de Notre-Dame de Paris. Um incêndio iniciado nesta segunda-feira destruiu parcialmente o histórico monumento católico medieval, e o pontífice afirmou estar ansioso para vê-lo restaurado.

"A gratidão de toda a Igreja vai para aqueles que fizeram de tudo ao seu alcance para salvar a basílica, arriscando suas vidas", disse Francisco a dezenas de milhares de pessoas presentes à sua audiência geral na Praça de São Pedro.

A chamada flecha (uma torre isolada de 93 metros revestida de chumbo sobre o teto da nave) desabou, e a estrutura de madeira do telhado da catedral ficou completamente destruída, mas as duas torres de sinos não foram afetadas e boa parte dos valiosos artefatos religiosos e de arte foi salva.

O incêndio se iniciou às 18h50 no horário local (13h50 em Brasília) de segunda-feira, mas os mais de 400 bombeiros conseguiram extinguir as chamas somente na terça-feira pela manhã – cerca de 15 horas depois.

O papa Francisco se dirigiu aos peregrinos e visitantes franceses em Roma e disse que sentia sua dor. "Que a Virgem Maria [Notre-Dame ou Nossa Senhora] abençoe e apoie o trabalho de reconstrução", disse. "Que seja uma obra harmoniosa de louvor e glória a Deus."

O Vaticano comunicou estar disposto a oferecer conhecimento especializado de restauração para ajudar a reconstruir o templo gótico localizado na Île de la Cité, uma pequena ilha rodeada pelas águas do rio Sena no coração de Paris.

"Temos muitas relações com o Louvre, outros museus e outras instituições do cristianismo francês. Evidentemente, estamos dispostos a fazer tudo o que pudermos para ajudar", disse Barbara Jatta, diretora dos Museus Vaticanos, um conglomerado de instituições culturais da Santa Sé.

Jatta e sua equipe de historiadores de arte e restauradores trabalham em obras-primas de pedra como a escultura Pietà, de Michelangelo, e seus afrescos da Capela Sistina.

O padre Enzo Fortunato, um franciscano que estava dentro da Basílica de São Francisco na cidade italiana de Assis quando seu teto desabou num terremoto em 1997, também ofereceu palavras de encorajamento aos franceses.

"Notre-Dame é como Assis. Ela ressurgirá. Nossa experiência mostrou que com dor e trabalho duro, mas acima de tudo com solidariedade, a vida pode emergir da destruição", disse Fortunato à agência de notícias Reuters. "A oração foi a arma que nos permitiu nunca perder a esperança."

O colapso do teto da Basílica de São Francisco matou dois monges e dois funcionários da cidade de Assis. A basílica reabriu após dois anos de restauração meticulosa, que incluiu a montagem de milhares de peças de afrescos no teto.

"Assis e Notre-Dame são símbolos da identidade cristã e da identidade nacional. Precisamente por isso, oferecem força e coragem para renascer", completou Fortunato.

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou na terça-feira que almeja que a Catedral de Notre-Dame seja restaurada em cinco anos. Uma campanha de arrecadações para reerguer a catedral já recebeu promessas de doações que somam mais de 600 milhões de euros.

PV/rtr/afp/ap

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