Obama libera mais quatro detentos de Guantánamo | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 20.01.2017
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Estados Unidos

Obama libera mais quatro detentos de Guantánamo

Em seu último ato como presidente dos EUA, democrata critica republicanos por obstruírem esforços de fechar a polêmica prisão militar em Cuba. Número de prisioneiros que permanecem em Guantánamo cai para 41.

USA Alltag im Gefangenenlager der Guantanamo Bay Naval Base (Getty Images/John Moore)

Base Naval de Guantánamo

Em seu último ato como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama determinou nesta quinta-feira (19/01) a soltura de quatro detentos da Base Naval de Guantánamo, em Cuba. Com isso, cai para 41 o número de prisioneiros que permanecem na polêmica prisão militar, conforme documento enviado pelo democrata à Câmara dos Representantes e ao Senado.

Os presos liberados são Ravil Mingazov, Haji Wali Muhammed, Yassim Qasim Mohammed Ismail Qasim e Jabran al Qahtani. Segundo o Departamento americano de Defesa, três deles foram encaminhados aos Emirados Árabes Unidos e o quarto, à Arábia Saudita.

Em carta de duas páginas ao Congresso americano, Obama aproveitou para criticar os republicanos por obstruírem seus esforços de fechar o estabelecimento ao longo de seus dois mandatos. "Como presidente, eu tentei fechar Guantánamo. Infelizmente, o que antes era um apoio partidário para o fechamento, de repente se transformou numa questão partidária."

Apesar disso, Obama registrou progressos, destacando a transferência de 196 detentos desde que tomou posse em 2009. Um de seus primeiros atos como presidente foi um decreto para fechar a prisão no prazo de um ano, que no entanto foi barrado pela oposição.

As transferências na véspera da cerimônia de posse de Donald Trump se somam à liberação de outros dez prisioneiros encaminhados a Omã no início da semana. O republicano, que toma posse nesta sexta-feira, já prometeu não só manter Guantánamo aberta como ainda aumentar o número de suspeitos de terrorismo aprisionados no local. "Nós vamos enchê-la de bandidos, acreditem", disse Trump em campanha.

IP/afp/epd/dpa/ots

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