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Ilustração simula sonda se aproximando do Sol
Ilustração simula sonda se aproximando do SolFoto: NASA

Nasa lança missão histórica para "tocar" o Sol

12 de agosto de 2018

Sonda deve ajudar a desvendar mistérios do astro-rei, chegando mais perto do que jamais se chegou da estrela. Espaçonave alcançará velocidade equivalente a ir de Nova York a Tóquio em um minuto.

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A Nasa lançou com sucesso neste domingo (12/08) uma sonda que tem como objetivo chegar mais perto do que jamais se chegou do Sol, transitando pela chamada coroa solar. A missão, classificada pela agência espacial americana como a primeira a "tocar o Sol", deve ajudar a esclarecer os mistérios do astro-rei.

Um foguete decolou com a sonda Parker Solar Probe a bordo às 3h31 (hora local) a partir da base de Cabo Canaveral, na Flórida, após o adiamento da decolagem no sábado por problemas técnicos.

A nave não tripulada vai rumar direto para a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol. A sonda deve viajar a um máximo de 696 mil quilômetros por hora, velocidade jamais alcançada por um objeto feito pelo homem e equivalente a viajar de Nova York a Tóquio em um minuto.

Foguete decolou com a sonda a bordo a partir da base de Cabo Canaveral, na Flórida
Foguete decolou com a sonda a bordo a partir da base de Cabo Canaveral, na FlóridaFoto: Official Stream of NASA TV

A espaçonave chegará a uma distância de 6 milhões de quilômetros da estrela – quebrando o recorde atual, alcançado pela sonda Helios 2, em 1976, que ficou a cerca de 43 milhões de quilômetros do Sol.  

Com o tamanho de um pequeno carro, a Parker Solar Probe tem uma "expectativa de vida" de sete anos. O seu escudo térmico, feito à base de carbono, permite-lhe resistir a temperaturas superiores a mil graus Celsius. 

"Tudo o que posso dizer é: 'Uau, aqui vamos nós.' Estamos nos preparando para aprender nos próximos anos", afirmou o astrofísico Eugene Parker, de 91 anos, que foi homenageado com o nome da espaçonave.

NASA se prepara para "tocar o Sol"

Parker é o pai do conceito de vento solar, que a sonda se propõe observar mais a fundo. A espaçonave também deve ajudar a compreender tempestades geomagnéticas, que ameaçam redes elétricas na Terra. Entendendo melhor a natureza do Sol, cientistas esperam conseguir proteger melhor tanto essas redes quanto satélites e astronautas em órbita.

Entre os mistérios do Sol a serem desvendados estão: por que a coroa solar é centenas de vezes mais quente que a superfície do Sol e por que a atmosfera solar está constantemente se expandindo e acelerando?

Cientistas vinham planejando construir uma sonda como a Parker Solar Probe há mais de 60 anos, mas somente nos últimos anos a tecnologia do escudo de calor avançou o suficiente para ser capaz de proteger os instrumentos carregados pela espaçonave.

O primeiro encontro da sonda com a coroa solar deve ocorrer em novembro. No total, a espaçonave deve fazer 24 aproximações do Sol na missão de sete anos, com orçamento de 1,5 bilhão de dólares.

LPF/efe/lusa/ap/afp

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