Maioria dos britânicos prefere ficar na UE, diz pesquisa | Notícias internacionais e análises | DW | 17.12.2017
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Mundo

Maioria dos britânicos prefere ficar na UE, diz pesquisa

Em sondagem realizada pelo instituto de opinião pública BMG Research para o jornal britânico "Independent", mais da metade dos súditos da rainha diz querer permanecer na União Europeia (UE).

Anti Brexit London Houses of Parliament Anti Brexit Protest (Reuters/P. Nichols)

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O jornal Independent informou neste domingo (17/12) que mais da metade dos britânicos quer permanecer na União Europeia (UE), segundo pesquisa encomendada ao instituto de opinião pública BMG Research.

Entre 5 e 8 de dezembro, BMG Research perguntou a 1.509 adultos que vivem no Reino Unido se o país deveria continuar membro da UE. Dos entrevistados, 51% apoiaram "permanecer", enquanto 41% votaram "sair".

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Essa é a maior diferença de porcentagem entre apoiadores e adversários do Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, desde o referendo em junho de 2016, quando 52% dos eleitores optaram por deixar o bloco europeu, enquanto 48% quiseram permanecer. Na época, a participação eleitoral foi de 72,2%.

"A última vez que 'sair' ficou à frente de 'permanecer' foi em fevereiro de 2017, e desde então tem havido uma lenta mudança de opinião pública a favor da permanência na UE", afirmou Michael Turner, chefe de pesquisa no BMG Research, ao Independent.

"Nossa pesquisa sugere que há cerca de um ano, aqueles que não votaram no referendo estavam divididos em grande parte, mas o levantamento atual mostra que eles agora estão esmagadoramente a favor da permanência na UE", acrescentou Turner.

As entrevistas foram realizadas, no entanto, antes do acordo que abriu caminho para a segunda fase de negociação do Brexit, fechado entre a primeira-ministra britânica, Theresa May, e a União Europeia e que foi aprovado pelos líderes da UE na última sexta-feira. Isso foi considerado uma importante vitória para May.

Teste de unidade

Indagado na sexta-feira em Bruxelas sobre uma eventual interrupção do processo do Brexit, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que depende do Parlamento e povo britânicos.

"Não nos compete decidir o que os britânicos têm que fazer", adiantou Juncker, em declarações no segundo e último dia da reunião do Conselho Europeu, com o Brexit na agenda.

Juncker reiterou que o processo de "divórcio" entre o Reino Unido e a UE é "difícil", elogiando os esforços da primeira-ministra britânica, Theresa May, para se chegar a um acordo sobre a próxima fase de negociações.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou que a segunda fase das negociações em torno do Brexit – as relações futuras entre a UE e o Reino Unido – constituirá "o verdadeiro teste à unidade" dos 27 países-membros.

CA/afp/lusa/dw

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