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Carregamento de insumos para a Coronavac chega ao aeroporto de São Paulo
Em meio ao atraso do ministério, Butantan ameaçou disponibilizar vacina para outros compradores, incluindo fora do BrasilFoto: Sergio Andrade/Governo do Estado de São Paulo

Governo assina compra de mais 54 mi de doses da Coronavac

17 de fevereiro de 2021

Ministério da Saúde já tinha confirmado a aquisição, mas vinha atrasando a assinatura do contrato com o Butantan. Capitais começam a suspender vacinação por falta de doses.

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O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (16/02) que assinou o contrato com o Instituto Butantan para a compra de mais 54 milhões de doses da Coronavac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o instituto paulista.

A pasta já havia informado em janeiro que a compra estava confirmada, mas até então não havia formalizado o contrato. O Butantan vinha pressionando pela assinatura, caso contrário ameaçou disponibilizar as doses para outros compradores, inclusive para outros países.

Os 54 milhões de doses se somam agora aos 46 milhões que já haviam sido adquiridos pelo ministério no início do ano, totalizando 100 milhões de doses da Coronavac para o governo federal, que devem ser entregues pelo Butantan até setembro.

O anúncio vem num momento em que várias cidades brasileiras estão anunciando a paralisação de suas campanhas de vacinação contra o coronavírus devido à falta de doses. O Rio de Janeiro se tornou a primeira grande cidade a interromper a imunização na segunda-feira, enquanto Salvador e Cuiabá suspenderam a aplicação de primeiras doses nesta terça-feira.

A distribuição de doses aos estados é responsabilidade do Ministério da Saúde. Ao todo, o Butantan, que é vinculado ao governo de São Paulo, já entregou 9,8 milhões de doses da Coronavac à pasta.

Segundo o cronograma do instituto, um total de 9,3 milhões de doses deve ser entregue até o fim de fevereiro (sendo que 1,1 milhão destas já foram entregues), 18,1 milhões em março e 15,9 milhões em abril. O restante das doses, produzidas no Brasil com insumos vindos da China, será distribuído nos meses seguintes.

Além da Coronavac, o ministério informou que o país deverá receber ao longo deste ano mais 42,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 fornecidas pelo consórcio Covax Facility, um programa apoiado pela ONU para compra e distribuição de vacinas contra a covid-19 ao redor do mundo, visando um acesso mais igualitário aos imunizantes e priorizando países mais pobres.

O governo federal fechou ainda um contrato com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para mais 222,4 milhões de doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, que começaram a ser entregues em janeiro.

Disputa política

No Brasil, a Coronavac esteve no centro de uma disputa política entre o governador de São Paulo, João Doria, e o presidente Jair Bolsonaro. Enquanto o governo paulista fechava acordo com a Sinovac para a compra da vacina, o presidente por muito tempo criticou o imunizante e afirmou várias vezes que o governo federal não o compraria.

Quando São Paulo anunciou um plano estadual de vacinação independente do governo federal, em dezembro, Bolsonaro e seu ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mudaram de estratégia e passaram a correr atrás do imunizante.

Por falta de doses da vacina da AstraZeneca-Oxford, aposta do governo federal, a vacinação no Brasil teve início com a Coronavac, em 17 de janeiro, mesmo dia em que a Anvisa aprovou o uso emergencial de ambos os imunizantes no país.

ek (ots)

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